A Polícia Civil, através da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá (DEDM), finalizou dois inquéritos que investigaram um professor universitário e maestro, de 47 anos, acusado de assédio sexual e constrangimento ilegal contra três mulheres ligadas a uma universidade pública da capital mato-grossense. O primeiro inquérito investigou um suposto caso de assédio sexual contra uma estudante de música, de 21 anos, que participava de um projeto de extensão sob a coordenação do professor. Durante as investigações, foram ouvidos familiares, colegas da vítima e outras pessoas do ambiente acadêmico, cujos depoimentos corroboraram o relato de abalo emocional da estudante e revelaram comportamentos invasivos e abordagens inadequadas por parte do docente. O professor, por sua vez, negou as acusações. Ao final do inquérito, a investigação concluiu que havia indícios suficientes para caracterizar o crime de assédio sexual, levando ao indiciamento do professor com base no artigo 216-A do Código Penal. A segunda investigação focou em duas musicistas, de 23 e 39 anos, que foram convocadas pelo professor para uma reunião em novembro de 2025, antes de um ensaio no departamento de Artes. Durante o encontro, o professor teria solicitado que as mulheres intercedessem junto à estudante do primeiro inquérito, tentando convencê-la a retornar ao projeto musical. Conforme as vítimas relataram, o professor teria se posicionado em frente à porta, impedindo a saída delas por cerca de três minutos. Após conseguir deixar a sala, as musicistas buscaram abrigo em outro local da universidade, onde foram encontradas visivelmente nervosas e abaladas. O professor negou qualquer restrição à liberdade das mulheres, afirmando que a reunião se restringia a questões do projeto musical. Neste segundo inquérito, o professor foi indiciado pelo crime de constrangimento ilegal, conforme previsto no artigo 146 do Código Penal. Os autos dos inquéritos foram concluídos e enviados ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as devidas análises e providências legais. O inquérito referente ao assédio foi protocolado em 28 de janeiro de 2026, enquanto o segundo inquérito foi encaminhado em 22 de junho do mesmo ano.


