O petróleo Brent, referência global, fechou o mês de outubro com uma valorização de 14,32%, alcançando o maior preço desde maio. No último dia do mês, o barril foi cotado a US$ 113,10, refletindo a preocupação do mercado com uma possível escalada no conflito no Irã após as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. O contrato de janeiro do Brent registrou uma alta de 2,07% na última sessão, enquanto o WTI, referência nos EUA, fechou a US$ 102,95, com uma valorização mensal de 13,86%.
Os operadores do mercado permanecem atentos aos fluxos de petróleo do Oriente Médio e à possibilidade de ações militares por parte dos EUA e aliados. A tensão aumentou após um ataque a um petroleiro no estreito de Hormuz, realizado com dispositivos explosivos por uma embarcação, conforme informações do UKMTO, serviço britânico de segurança marítima. Este ataque marca a primeira ocorrência bem-sucedida conhecida na região desde o início do conflito EUA-Israel com o Irã, em fevereiro.
Além disso, a embaixada dos EUA em Riad anunciou a retirada de funcionários públicos não essenciais e seus familiares da Arábia Saudita devido a riscos de segurança, após ataques houthis a várias infraestruturas críticas no país. Os militantes do Iêmen, apoiados pelo Irã, reivindicaram a responsabilidade por ataques a refinarias de petróleo na Arábia Saudita, aumentando ainda mais as preocupações do mercado.
Enquanto isso, mediadores do Qatar retornaram a Teerã em busca de um acordo entre os EUA e o Irã, em meio a um cenário de crescente tensão. O presidente dos EUA, Donald Trump, mencionou uma tentativa de contato do vice-presidente J.D. Vance com o Irã para discutir suprimentos médicos, mas até o momento, não houve resposta do governo iraniano. O cenário atual indica que o mercado de petróleo continuará volátil, à medida que os desdobramentos políticos e militares na região se desenrolam.



