O papa Leão 14 chegou nesta quarta-feira (10) à icônica Basílica da Sagrada Família, em Barcelona, para abençoar a nova torre da igreja, que agora se destaca como a mais alta do mundo. O pontífice foi recebido pelo rei Felipe 6º e pela rainha Letizia, em um evento que carrega um forte simbolismo religioso, especialmente no centenário da morte do famoso arquiteto Antoni Gaudí, responsável pela obra-prima. Esta é a terceira visita de um papa à basílica, que atrai milhões de visitantes anualmente e é considerada um patrimônio da UNESCO.
Durante sua viagem pela Espanha, Leão 14 também se tornou o primeiro papa a visitar uma penitenciária no país, onde fez um apelo por arrependimento e transformação na vida dos detentos. Em sua mensagem, ele enfatizou que o passado não deve determinar o futuro, mas sim servir como um aprendizado para novas escolhas.
A Sagrada Família, que começou a ser construída em 1882, ainda está em andamento, com a previsão de conclusão agora estendida para 2035. A obra, que possui 18 torres inspiradas na natureza, é um marco da cidade e um testemunho do legado de Gaudí, que dedicou mais de 40 anos de sua vida ao projeto antes de sua morte trágica em 1926.
Além de sua visita à penitenciária, o papa também se encontrou com monges na abadia beneditina de Montserrat, onde pediu que renunciassem a palavras ofensivas e julgamentos precipitados, destacando a importância de uma comunicação respeitosa, inclusive nas redes sociais. Em um gesto de reconhecimento à cultura local, Leão 14 falou brevemente em catalão, ressaltando a identidade única da região.
A visita do papa é um momento significativo não apenas para os católicos, mas também para todos que acompanham o impacto cultural e social da Sagrada Família, que continua a ser um símbolo de fé e resiliência em tempos desafiadores.


