As pesquisas de intenção de voto para o governo do Rio de Janeiro, divulgadas na última semana, revelam um cenário que reflete a polarização política do país, semelhante ao que se observa nas eleições presidenciais de 2026. Os principais candidatos, Eduardo Paes, do PSD, e Douglas Ruas, do PL, se destacam nas sondagens, com Paes mantendo uma vantagem considerável, embora não suficiente para garantir uma vitória no primeiro turno.
Os dados mais recentes, coletados pelas empresas AtlasIntel e Real Time Big Data, mostram que Paes lidera com uma diferença que varia entre 14 e 16 pontos percentuais em relação a Ruas. Na pesquisa da Real Time Big Data, Paes aparece com 35% das intenções de voto, enquanto Ruas contabiliza 21%. Já na AtlasIntel, a vantagem do ex-prefeito do Rio é ainda mais expressiva, com 43,6% contra 27,6% do candidato do PL.
Outro nome que surge nas pesquisas é Garotinho, do Republicanos, que apresenta 7% na sondagem da Real Time Big Data e 10,7% na AtlasIntel. Contudo, sua candidatura permanece incerta devido a uma decisão da Justiça do Rio de Janeiro, que determinou a perda dos direitos políticos de Garotinho por oito anos, aguardando julgamento do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) sobre sua elegibilidade.
Nas simulações de segundo turno, Eduardo Paes mantém a vantagem, mas a diferença em relação a Douglas Ruas diminui. Na pesquisa da Real Time Big Data, Paes cresce 6 pontos percentuais, atingindo 41%, enquanto Ruas avança 9 pontos, chegando a 30%. Na AtlasIntel, a situação é semelhante, com Paes subindo 8,3 pontos e Ruas 10,6, resultando em 51,9% para Paes e 38,2% para Ruas.
Apesar de ainda estar em uma posição confortável, a vantagem de Paes já foi maior. Em uma simulação anterior, a diferença entre os dois candidatos era de 16 pontos percentuais, mas agora caiu para 11, indicando uma resistência crescente em torno da candidatura de Ruas.
Esses números refletem um ambiente eleitoral dinâmico, onde as campanhas estão apenas começando a ganhar forma e os candidatos buscam se firmar nas preferências do eleitorado. Com a proximidade das eleições, as estratégias de campanha e a capacidade de engajamento dos candidatos serão cruciais para definir o futuro político do estado do Rio de Janeiro.



