Post: Operação Patrocínio Fiel mira integrantes do PCC por sequestro e tortura de advogado em SP e SC

Operação Patrocínio Fiel mira integrantes do PCC por sequestro e tortura de advogado em SP e SC, com prisões e buscas em várias cidades.

A Polícia Militar e o Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagraram nesta quarta-feira (12) a Operação Patrocínio Fiel, que tem como alvo sete integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Os suspeitos são investigados por sequestro, extorsão, tortura e ameaças contra um advogado na Baixada Santista. A ação ocorre simultaneamente em quatro cidades do litoral paulista e em Florianópolis, Santa Catarina, com o cumprimento de sete mandados de prisão temporária e 19 de busca e apreensão.

As operações estão sendo realizadas em Guarujá, São Vicente, Praia Grande, Cubatão, todas em São Paulo, e na capital catarinense. Os endereços visados incluem residências dos investigados, estabelecimentos comerciais ligados aos alvos e um imóvel que pode ter sido utilizado como cativeiro da vítima. Segundo o MPSP, o planejamento da operação visa interromper as atividades dos suspeitos, proteger a integridade da vítima e garantir a coleta de provas essenciais para o avanço das investigações.

A estratégia de realizar ações simultâneas em diferentes estados é uma tentativa de aumentar a eficácia da operação, reduzindo as chances de fuga dos suspeitos ou destruição de evidências. As autoridades afirmam que os investigados são membros do PCC e estariam envolvidos em uma série de crimes contra o advogado, cuja identidade não foi revelada. A motivação por trás do sequestro permanece em sigilo, e o caso está sendo tratado com cautela pelas autoridades.

Essa operação ocorre apenas algumas semanas após a deflagração da Operação Janus, em julho, que investigou a estrutura financeira do PCC e seus chamados tribunais do crime. Naquela ocasião, foram cumpridos 18 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão, além de medidas para bloquear até R$ 10 milhões em bens de cada um dos investigados. A Operação Janus revelou um esquema complexo que utilizava contas de fachada, empresas e cooperativas de transporte para movimentar e ocultar recursos ilícitos.

As investigações têm se aprofundado com base em dados extraídos de celulares apreendidos de traficantes, dando continuidade a apurações anteriores, como as operações Bazaar, Recidere e Salus et Dignitas. A Operação Recidere, por exemplo, investigou um esquema de lavagem de dinheiro e a atuação de doleiros, enquanto a Salus et Dignitas focou no crime organizado na região central de São Paulo, especialmente em pontos de tráfico e lavagem de dinheiro. Por sua vez, a operação Bazaar, realizada em março de 2026, avançou sobre um esquema de corrupção dentro da Polícia Civil de São Paulo, envolvendo pagamentos de propina para influenciar investigações e ocultar provas.

A complexidade e a articulação dos crimes investigados demonstram a força e a organização do PCC, que continua a desafiar as autoridades em sua luta contra o crime organizado. A expectativa é que a Operação Patrocínio Fiel traga novos desdobramentos e contribua para a desarticulação da facção criminosa, além de garantir a segurança do advogado envolvido e de outros possíveis alvos da organização.

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