O número de mortos em consequência dos terremotos que atingiram a Venezuela no final de junho subiu para 3.889, conforme anunciado pelo governo local. Os tremores, com magnitudes de 7,2 e 7,5, ocorreram em 24 de junho e causaram também cerca de 17 mil feridos, segundo informações divulgadas na quinta-feira (9) pelo regime. O último boletim oficial revelou um aumento de 78 vítimas fatais em relação ao dia anterior, quando 3.811 mortes haviam sido confirmadas.
Os desastres naturais provocaram o deslocamento de 17.907 pessoas, e o estado de La Guaira foi o mais afetado, com mais de 800 edifícios danificados, sendo 190 deles completamente destruídos. Em resposta à crise, a líder interina Delcy Rodríguez solicitou a liberação de recursos venezuelanos que estão bloqueados no exterior, enquanto a ONU busca arrecadar quase 300 milhões de dólares para ajudar na recuperação do país.
A situação humanitária na Venezuela, já crítica antes dos terremotos, se agravou consideravelmente. A ONU estima que cerca de 8 milhões de venezuelanos precisam de assistência, e o Programa Mundial de Alimentos solicitou 50 milhões de dólares para ajudar aproximadamente 500 mil pessoas nos próximos três meses. As críticas à lentidão das ações de emergência por parte do governo têm aumentado, com muitos cidadãos expressando insatisfação. Delcy Rodríguez, no entanto, defendeu a atuação do regime, alegando que “laboratórios midiáticos” estão tentando prejudicar os esforços de socorro.
Além disso, o governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, manifestou apoio à resposta do regime venezuelano à crise humanitária, destacando a cooperação do governo interino para avançar com ações de ajuda. O coordenador humanitário da ONU na Venezuela, por sua vez, informou que a organização começou a comprar 10 mil sacos para armazenamento de corpos, indicando a expectativa de um aumento no número de vítimas fatais.
A situação continua a ser monitorada de perto, à medida que as equipes de emergência trabalham para atender os necessitados e a comunidade internacional se mobiliza para oferecer apoio. A recuperação do país após esses desastres ainda enfrenta muitos desafios, e a resposta do governo será crucial para mitigar os impactos a longo prazo.




