O número de mortos pelos terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho subiu para 3.535, conforme anunciado pelas autoridades locais nesta segunda-feira (6). O novo boletim também mantém o número de feridos em 16.740, sem atualizações sobre desaparecidos, embora estimativas da ONU sugiram que esse número pode chegar a 50 mil. Os tremores, com magnitudes de 7,2 e 7,5, tiveram seu epicentro no estado de La Guaira, a cerca de 40 km de Caracas, onde os danos foram severos, com edifícios destruídos e muitos moradores forçados a viver em abrigos improvisados.
Além de La Guaira, a capital também sofreu danos, especialmente em bairros como Los Palos Grandes e Altamira. A agência de notícias AFP relatou que mais de 150 corpos não identificados foram enterrados no país no último domingo (5). A resposta do governo venezuelano tem sido criticada pela população, que considera as ações de emergência lentas. A líder interina, Delcy Rodríguez, defendeu o trabalho das equipes de resgate, acusando a mídia de tentar desestabilizar a situação. Ela afirmou que não haverá uma “convulsão social” e que a solidariedade do povo venezuelano é forte.
Na última segunda-feira (29), o coordenador humanitário da ONU na Venezuela anunciou a compra de 10 mil sacos para armazenamento de corpos, indicando a expectativa de aumento no número de fatalidades. O Programa Mundial de Alimentos solicitou US$ 50 milhões à comunidade internacional para ajudar cerca de 500 mil pessoas nos próximos meses, evidenciando a gravidade da situação.




