As autoridades da Venezuela confirmaram, nesta segunda-feira (29), que o número de mortes decorrentes dos terremotos gêmeos que atingiram o país no último dia 24 subiu para 1.719. Os dados foram divulgados pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, que também informou que ao menos 5.034 pessoas ficaram feridas e mais de 15.800 estão desabrigadas. Os tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com poucos segundos de diferença e foram seguidos por 609 réplicas, a mais forte delas registrada na manhã de hoje, com magnitude 4,2. Apesar de causar apreensão entre os moradores, não foram relatados novos danos significativos. As Nações Unidas estimam que até 50 mil pessoas ainda possam estar desaparecidas, o que sugere que o número de vítimas pode aumentar conforme as operações de resgate avançam. O balanço oficial também aponta que 855 edifícios sofreram danos, principalmente nas regiões de La Guaira e Caracas, com 189 deles desabando completamente.
A situação continua crítica, e as equipes de resgate trabalham incessantemente para localizar sobreviventes e prestar assistência às vítimas. A tragédia gerou uma onda de solidariedade internacional, com diversos países oferecendo ajuda humanitária e apoio nas operações de resgate. O governo venezuelano, enfrentando críticas por sua gestão da crise, tenta coordenar os esforços de recuperação e assistência às vítimas, enquanto a população clama por mais transparência e apoio efetivo. A comunidade internacional observa atentamente a situação, com a esperança de que as operações de resgate possam salvar vidas e minimizar o sofrimento da população afetada.




