Post: Superstição no futebol: um jogo de riscos que vale a pena evitar

Reflexões sobre a superstição no futebol e suas influências nas vitórias e derrotas da seleção brasileira.
Superstição no futebol: um jogo de riscos que vale a pena evitar

Na estreia do Brasil na Copa do Mundo, meu marido apareceu com a camisa amarela do Mundial passado e perguntou: “Acha que uso a camisa de 2022?”. “Você sabe que não sou supersticiosa, mas quando se trata de futebol, não me arrisco”, respondi. E é exatamente assim que me sinto.

Lembro-me de uma final de Libertadores em que usei uma jaqueta em pleno verão, pois meu time havia vencido partidas importantes enquanto eu estava com ela. Desde então, sempre tento usar a mesma camisa quando vou ao estádio. Melhor não arriscar, não é mesmo? A superstição no futebol é um tema que sempre me intrigou, especialmente quando penso em figuras como Zagallo e sua famosa fixação pelo número 13.

Refletindo sobre isso, percebo que minha relação com superstições começou em 1982, a primeira Copa que realmente acompanhei. Naquele ano, todos os jogos eram uma festa. Reuníamos a família e amigos na casa de alguém, e a alegria era contagiante. Minha mãe sempre vestia um conjunto verde, e a cada vitória, a euforia aumentava. No entanto, no jogo contra a Itália, algo mudou. Ela não usou a roupa verde, e o resultado foi desastroso: perdemos. A lembrança daquele dia ainda ecoa em minha memória, como se a roupa pendurada no cabide tivesse influenciado o destino da seleção.

Com o passar dos anos, aprendi a não me apegar tanto a essas superstições. No entanto, a sensação de que elas podem ter um impacto se intensificou em momentos decisivos. Em 1994, durante a final, optei por não assistir aos pênaltis, e a estratégia funcionou: o Brasil se tornou tetracampeão. Desde então, sempre que meu time enfrenta uma situação crítica, prefiro me afastar da tela, como uma forma de evitar qualquer má sorte.

A partir de 1998, minha rotina durante as Copas mudou, pois passei a trabalhar em redações. No entanto, em 2002, comprei uma camisa após a vitória sobre a Inglaterra e a usei até o final do torneio, que culminou em mais uma vitória. Neste ano, cada jogo trouxe uma nova roupa, uma nova circunstância, mas a superstição persiste como um elemento presente em minha vida como torcedora.

Portanto, ao refletir sobre a relação entre superstição e futebol, percebo que, embora eu não me considere uma pessoa supersticiosa, é sempre melhor não arriscar. Afinal, a paixão pelo futebol é repleta de histórias e lembranças que nos conectam de maneira única a cada partida.

Últimas Notícias