Após quase 16 anos vestindo a camisa da seleção brasileira, Neymar anunciou sua aposentadoria do time nacional. O atacante, que fez sua estreia em agosto de 2010, deixa um legado impressionante, mesmo com apenas dois títulos oficiais: a Copa das Confederações em 2013 e a medalha de ouro nas Olimpíadas de 2016.
Em termos de números, Neymar se destaca como o maior artilheiro da história da seleção, com 80 gols em 130 partidas, o que o coloca como o terceiro jogador com mais jogos disputados, atrás apenas de Cafu e Roberto Carlos. O Japão foi a equipe que mais sofreu com os gols do craque, que balançou as redes nove vezes contra os asiáticos.
A trajetória do jogador em Copas do Mundo também é notável. Ele participou de 15 partidas, se tornando um dos atletas com mais jogos na história do torneio, apesar de algumas ausências devido a lesões. Seu gol na eliminação para a Noruega o fez alcançar a marca de terceiro maior artilheiro brasileiro em Copas, embora, ao considerar a média de gols por jogo, ele caia para o quinto lugar.
Neymar é um dos poucos jogadores a ter disputado quatro Copas do Mundo, empatando com grandes nomes como Cafu e Ronaldo. No entanto, ele e Thiago Silva são os únicos entre os que participaram de quatro edições e que ainda não conquistaram o título mundial.
Outro aspecto interessante da carreira de Neymar é que ele conseguiu manter a icônica camisa 10 em todas as Copas, igualando o feito de Pelé. Desde sua estreia, ele só ficou fora das convocações por conta de lesões, e seus maiores “alvos” foram Japão e Peru, com os Estados Unidos em terceiro lugar.
Com sua saída da seleção, o Brasil se despede de um dos maiores talentos do futebol, que, apesar das críticas por não ter conquistado mais títulos, deixou uma marca indelével na história do esporte nacional. A expectativa agora recai sobre quem assumirá o legado deixado por Neymar e como a seleção brasileira se reestruturará para os próximos desafios.



