O televangelista americano Jim Bakker, conhecido por sua trajetória marcada por escândalos e controvérsias, faleceu na última segunda-feira (5), aos 86 anos. Sua morte foi anunciada nas redes sociais por sua esposa, Lori Bakker, que descreveu o marido como um “pioneiro da televisão cristã”. A causa do falecimento ainda não foi divulgada.
Jim Bakker ganhou notoriedade na década de 1980 como apresentador do programa “The PTL Club” (Praise The Lord), onde promovia um estilo de vida luxuoso e pedia doações de seus seguidores. Contudo, sua carreira foi abruptamente interrompida por um escândalo sexual e uma condenação por fraude, que resultou em quatro anos e meio de prisão. Bakker foi acusado de enganar seus fiéis em um esquema que envolvia estadias em um parque temático cristão, o Heritage USA.
O caso de Bakker gerou grande repercussão, levando críticos a questionarem a ética de líderes religiosos que exploram a boa fé dos fiéis. Em 1987, ele deixou o ministério após a revelação de um encontro sexual com Jessica Hahn, ex-secretária de uma igreja, que resultou em um pagamento de US$ 265 mil para que ela mantivesse silêncio sobre o caso.
Após cumprir sua pena, Bakker retornou à televisão em 2003, agora casado com Lori e com um novo programa. Ele se tornou um defensor fervoroso do ex-presidente Donald Trump, mantendo sua presença na mídia até seus últimos dias. A trajetória de Jim Bakker, que começou em um púlpito e terminou em uma cela, é um reflexo das complexidades e contradições que permeiam o mundo da televangelização, onde a fé e a controvérsia muitas vezes andam lado a lado.



