Post: Ministério da Agricultura confirma terceiro foco da doença de Newcastle em Santa Catarina

Ministério da Agricultura confirma terceiro foco da doença de Newcastle em Santa Catarina, afetando a avicultura e as exportações.
Ministério da Agricultura confirma terceiro foco da doença de Newcastle em Santa Catarina

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou nesta terça-feira (27) a identificação de um novo foco da doença de Newcastle em Santa Catarina. O caso foi detectado em um estabelecimento avícola localizado em Nova Erechim, que se encontra dentro da área de emergência sanitária estabelecida pela pasta. Este é o terceiro foco confirmado no estado, que já havia registrado casos anteriores em Nova Itaberaba, onde as medidas sanitárias foram finalizadas e a propriedade está em vazio sanitário.

O Serviço Veterinário Oficial (SVO) já iniciou as ações previstas nos protocolos de resposta a emergências zoossanitárias, que incluem investigação epidemiológica, vigilância e contenção da doença. Desde a primeira ocorrência do vírus, cinco países, entre eles México, Chile, China, Arábia Saudita e Malásia, restringiram a importação de produtos avícolas do Brasil, o que pode impactar significativamente o setor.

Santa Catarina é responsável por mais de 20% das exportações de carne de frango do Brasil, que é o maior exportador global desse produto, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O Mapa reafirmou seu compromisso em atuar em conjunto com os órgãos estaduais de defesa agropecuária para controlar a situação e proteger a avicultura nacional.

A doença de Newcastle, que afeta principalmente aves, pode ser transmitida a humanos, mas geralmente de forma leve, causando apenas conjuntivite transitória. A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola (Cidasc) esclareceu que, quando devidamente cozidos, frangos e ovos não representam risco de infecção para os humanos. Quando identificadas, as aves doentes são eliminadas para evitar a propagação da doença.

Os sintomas da doença incluem sinais respiratórios, nervosos e digestivos, como espirros, respiração ofegante, asas caídas e falta de apetite. No caso de Nova Itaberaba, a detecção do vírus não apresentou manifestação clínica, indicando que os animais confinados não mostraram sinais da doença. O Mapa continua monitorando a situação e tomando as medidas necessárias para garantir a saúde pública e a segurança alimentar.

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