A mediação realizada nesta quarta-feira (23) pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) entre os bancários e a Caixa Econômica Federal não resultou em um acordo que pudesse encerrar a greve, que já dura desde o dia 10 de setembro. O encontro foi convocado a pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT) e contou com a presença de representantes da Caixa, da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT) e da Contec (Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito).
A decisão de recorrer ao TST surgiu após os empregados rejeitarem a terceira proposta apresentada pelo banco durante uma assembleia realizada na segunda-feira (21). A principal reivindicação que motivou a paralisação envolve as regras do plano de saúde oferecido pela instituição. Em diversas regiões do Brasil, as agências da Caixa estão com suas portas fechadas, e cartazes informando sobre a greve foram afixados nas entradas. Apesar da paralisação, os serviços essenciais da Caixa, como o pagamento de contas, saques do FGTS e os principais programas sociais, continuam funcionando normalmente. O banco assegura que os benefícios estão sendo liberados dentro do prazo, uma vez que os pagamentos são realizados de forma automatizada. Os depósitos referentes a setembro dos programas do governo federal foram efetuados sem registros de reclamações ou tumultos nas agências.
Os clientes podem realizar atendimentos, pagamentos de boletos e saques por diferentes canais, garantindo que os serviços essenciais não sejam interrompidos. A situação permanece tensa, com os trabalhadores aguardando uma nova proposta que atenda às suas demandas e permita a normalização dos serviços nas agências da Caixa.


