Post: Marinho destaca papel do governo no fim da escala 6×1 e alerta para risco de inércia após eleições

Marinho destaca papel do governo no fim da escala 6x1 e alerta para risco de inércia após eleições.
Marinho destaca papel do governo no fim da escala 6x1 e alerta para risco de inércia após eleições

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que o governo do presidente Lula (PT) cumpriu sua parte para que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6×1 avance no Senado. No entanto, ele expressou preocupação de que a proposta possa “dormir na gaveta” se não for aprovada ainda este ano. Em entrevista à Folha, Marinho criticou a falta de mobilização por parte de sindicatos e trabalhadores, o que, segundo ele, tem impedido o avanço de outras pautas importantes, como a regulamentação do trabalho por aplicativo.

“Por que os trabalhadores não se mobilizaram? Se as centrais não conseguiram organizar um processo de pressão suficiente, não é responsabilidade do governo sozinho”, questionou. Ele enfatizou que, sem a mobilização da sociedade, o projeto da 6×1 pode acabar sendo esquecido. Marinho também dirigiu críticas à política fiscal da equipe econômica do governo, com a qual já teve desavenças em relação à revisão de gastos e benefícios, como o abono salarial. O ministro considerou que a meta de inflação, estabelecida em 3% ao ano pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é “excessivamente ambiciosa”. Ele argumentou que não faz sentido estabelecer uma meta que exija juros elevados para ser alcançada, uma visão que, segundo ele, não é compartilhada por seus colegas da área econômica. “Evidentemente que os meus colegas da área econômica não vão concordar com isso, mas eu tenho o direito de dizer a minha leitura”, ressaltou.

Marinho acredita que um eventual quarto mandato de Lula poderia trazer avanços em propostas que ficaram estagnadas neste ano, como a regulamentação do trabalho por aplicativo. Ele reafirmou que, caso o presidente seja reeleito, o ganho real do salário mínimo será mantido. Atualmente, o salário mínimo é reajustado pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), com um ganho real limitado ao teto de 2,5%. Contudo, a equipe econômica do governo está considerando a redução desse índice para 1,5%, o que poderia restringir o crescimento do salário mínimo. A situação atual levanta questões sobre a capacidade do governo em implementar suas propostas e a necessidade de um maior engajamento da sociedade civil para que as mudanças desejadas se concretizem. O tempo está se esgotando, e a pressão para que as reformas avancem se torna cada vez mais urgente.

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