Post: Lula, Motta e Alcolumbre selam acordo sobre fim da escala 6×1 e taxa das blusinhas antes das eleições

Lula, Motta e Alcolumbre acertam pautas importantes, incluindo o fim da escala 6x1 e a taxa das blusinhas, antes das eleições.
Lula, Motta e Alcolumbre selam acordo sobre fim da escala 6x1 e taxa das blusinhas antes das eleições

Em um movimento estratégico, o presidente **Lula** (PT), junto aos presidentes da Câmara, **Hugo Motta** (Republicanos-PB), e do Senado, **Davi Alcolumbre** (União-AP), firmaram um acordo que promete acelerar a votação de pautas importantes antes das eleições. Entre os principais temas discutidos, destaca-se o fim da escala 6×1 e a medida provisória (MP) relacionada à taxa sobre compras internacionais, popularmente conhecidas como “blusinhas”. A instalação da comissão mista para debater a MP está marcada para a próxima terça-feira (1º). Este passo é crucial, pois a cobrança de 20% sobre compras de até US$ 50 (aproximadamente R$ 258) está suspensa desde uma MP publicada em 13 de maio. Caso a nova MP não seja votada até 8 de setembro, a cobrança será reestabelecida, coincidentemente, a menos de um mês do primeiro turno das eleições, agendado para 4 de outubro. Os líderes políticos concordaram que a MP deve ser apreciada pelo plenário antes do pleito. “Essa medida provisória não vai caducar”, garantiu Alcolumbre, evidenciando a urgência da questão. Além da taxação, o fim da escala 6×1 se tornou uma das prioridades da agenda de Lula para a reeleição, após ter enfrentado obstáculos no Senado. O acordo recente entre Lula e Alcolumbre sinaliza uma reaproximação política, após um período de atritos que resultaram em derrotas para o governo no Legislativo. Durante a reunião, Alcolumbre também anunciou que o relator da proposta que discute o fim da escala 6×1 será definido na próxima quarta-feira, quando o senador **Omar Aziz** (PSD-AM) apresentará seu relatório na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A oposição, por sua vez, já protocolou 12 emendas ao texto, buscando modificar a proposta. Caso a PEC sofra alterações no Senado, terá que retornar à Câmara, o que complicaria sua promulgação antes das eleições. Aziz, no entanto, indicou que pretende rejeitar as emendas e manter o texto original, o que pode facilitar a aprovação da medida antes do recesso eleitoral. Com essas movimentações, o governo busca não apenas garantir a aprovação de pautas cruciais, mas também fortalecer sua base política em um momento decisivo para a administração de Lula. A expectativa é que as discussões na CCJ e no plenário se intensifiquem nas próximas semanas, com o objetivo de evitar que as medidas percam validade e impactem diretamente o cenário eleitoral.

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