Post: Justiça de SP marca audiência sobre morte de jovem em salto de rope jump em Limeira

Justiça de SP marca audiência sobre a morte de jovem durante salto de rope jump em Limeira, envolvendo questões legais e políticas.
Justiça de SP marca audiência sobre morte de jovem em salto de rope jump em Limeira

A Justiça de São Paulo agendou para o dia 2 de setembro a primeira audiência de instrução no caso da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, que faleceu durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira. A jovem foi arremessada da ponte sem a corda de segurança, o que resultou em sua morte trágica. Três dos quatro réus envolvidos no incidente estão atualmente detidos, enfrentando acusações de homicídio com dolo eventual, que se refere à indiferença em relação ao resultado fatal.

O caso, que ocorreu em um sábado, 13 de junho, gerou controvérsias legais. Os instrutores que içaram Maria Eduarda perceberam apenas depois que a corda não estava afixada. Um mês após o incidente, a juíza Marcella Caliani, da 2ª Vara Criminal de Limeira, aceitou a denúncia e tornou réus os integrantes do grupo “Entre Cordas”, que não tinha autorização para realizar a atividade em um local de acesso restrito.

A líder do grupo, Evelyne Gonçalves, enfrenta também uma acusação de fraude processual. O Ministério Público alega que ela teria instruído a equipe a localizar e deletar a filmagem da câmera esportiva que estava acoplada ao capacete de Maria Eduarda. A denúncia destaca que a responsabilidade de garantir a segurança dos participantes era dela, e que ela falhou em interromper a atividade em condições inadequadas.

A tragédia também trouxe à tona questões políticas, uma vez que a ponte é de propriedade da União. O prefeito de Limeira, Murilo Félix, tem pressionado pela demolição da estrutura, que é um remanescente da extinção da Rede Ferroviária Federal (RFFSA). O rope jump, que se diferencia do bungee jump por utilizar uma corda não elástica, provoca um impacto mais brusco, exigindo que o praticante dependa do efeito de pêndulo para absorver a queda.

A situação gerou um impasse entre juristas sobre a natureza da acusação, se seria homicídio culposo ou doloso, refletindo a complexidade do caso. A Prefeitura de Limeira também instalou uma placa na Ponte do Esqueleto, destacando sua propriedade pela União, como parte do debate em torno da segurança e regulamentação das atividades de aventura na região.

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