A JPMorgan Asset Management apresentou o JTEK39, um ETF ativo direcionado a empresas de tecnologia dos Estados Unidos, que agora está disponível na B3. Este é o segundo fundo do tipo lançado pela gestora no Brasil, em um momento em que os ETFs começam a ganhar popularidade entre os investidores locais.
Os ETFs, ou fundos de índice, são produtos financeiros que permitem a negociação de cotas na Bolsa. Enquanto a maioria dos ETFs disponíveis atualmente replica índices de referência, como o Ibovespa ou o S&P 500, os ETFs ativos, como o JTEK39, oferecem ao gestor a liberdade de selecionar os ativos da carteira, buscando um desempenho superior ao do índice de referência.
Atualmente, a regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no Brasil permite apenas ETFs passivos. No entanto, a JPMorgan conseguiu lançar seus ETFs ativos após obter uma isenção da CVM, enquanto uma norma definitiva para essa modalidade ainda está em discussão.
Em fevereiro deste ano, a gestora já havia lançado o JEPI39, um BDR de um ETF ativo, que combina geração de renda com exposição ao mercado acionário americano, buscando capturar parte dos retornos do S&P 500 com menor volatilidade.
O novo ETF JTEK39 concentra aproximadamente 75,5% de sua carteira em empresas do setor de tecnologia, enquanto o restante está distribuído entre setores correlatos. A estratégia do fundo inclui entre 50 e 70 ações, com o objetivo de reduzir a concentração nas chamadas “Magnificent Seven” — um grupo que inclui gigantes como Microsoft, Apple, Nvidia, Alphabet, Amazon, Meta e Tesla. Embora essas empresas representem cerca de 32% do S&P 500, apenas 13% da carteira do JTEK39 está alocada nelas, permitindo que o fundo também invista em empresas de tecnologia de médio e pequeno porte, além de companhias que podem se tornar líderes do setor no futuro.
A JPMorgan Asset Management administra atualmente cerca de US$ 4,6 trilhões em estratégias de gestão ativa. Dados apresentados pela gestora em um encontro com jornalistas revelam que os ETFs ativos representaram 37% dos fluxos destinados a ETFs nos Estados Unidos em 2026. As projeções indicam que o patrimônio global da indústria de ETFs pode alcançar US$ 35 trilhões até 2030.
Giuliano de Marchi, chefe da JPMorgan Asset Management para a América Latina, acredita que o mercado brasileiro seguirá uma trajetória semelhante à observada nos Estados Unidos, especialmente após a aprovação da “ETF Rule” pela SEC (Securities and Exchange Commission) em 2019, que simplificou o processo de lançamento de ETFs e impulsionou a expansão desse mercado no país. De acordo com ele, os ETFs devem ganhar espaço na indústria de fundos, assim como outras tecnologias substituíram formatos mais antigos.




