Israel anunciou nesta quarta-feira (27) a morte de Mohammad Odeh, o recém-nomeado chefe militar do Hamas, em uma operação realizada em Gaza. A informação foi confirmada por um parente de Odeh, que afirmou que ele foi morto junto com sua esposa e filho. O ataque ocorreu em um momento em que Israel intensifica suas operações militares na região, expandindo suas atividades também no Líbano.
O Exército israelense informou que Odeh foi alvo de um ataque na terça-feira (26), que resultou na morte de outras seis pessoas, incluindo uma mulher, e deixou mais de 20 feridos. O ataque destruiu um andar superior de um prédio residencial no bairro de Rimal, em Gaza, e equipes de resgate continuam a busca por possíveis vítimas nos escombros.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, destacou que Odeh era responsável pela divisão de inteligência do Hamas durante o ataque de 7 de outubro de 2023, que deu início ao atual conflito em Gaza. Ele havia sido nomeado para o cargo há apenas uma semana, sucedendo Izz al-Din al-Haddad, o comandante anterior do grupo, que foi morto em um ataque israelense em 15 de maio.
Embora fontes próximas ao Hamas não tenham confirmado oficialmente a nomeação de Odeh, ele era considerado um potencial sucessor de Haddad e um dos últimos membros do conselho de liderança militar do grupo ainda vivos. Em meio a essa escalada de violência, Israel também anunciou a ampliação de suas operações terrestres no Líbano, onde enfrenta militantes do Hezbollah.
As negociações indiretas entre Israel e Hamas para a implementação de um acordo de cessar-fogo estão em um impasse. O cessar-fogo, que foi acordado em outubro, deixou Israel no controle de mais da metade de Gaza, enquanto o Hamas mantém uma faixa de território costeiro.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o Hamas não terá mais controle civil ou militar sobre Gaza e que um plano para o que ele chamou de “migração voluntária” será implementado no momento adequado. Desde o início da trégua, cerca de 900 palestinos foram mortos em ataques israelenses, enquanto quatro soldados israelenses perderam a vida em confrontos com militantes.



