O Exército de Israel lançou um ataque aéreo em Beirute, capital do Líbano, nesta quinta-feira (28), após operações no sul do país que resultaram na morte de pelo menos 12 pessoas. Em um comunicado breve, as Forças de Defesa de Israel informaram que o ataque foi realizado com precisão, atingindo um apartamento na área de Choueifat, ao sul da cidade. O Ministério da Saúde do Líbano confirmou que os ataques israelenses no sul do país deixaram ao menos 11 mortos, incluindo duas crianças, e feriram 21 pessoas. Um soldado libanês também foi morto em um ataque separado na região de Nabatieh. De acordo com informações, um dos ataques ocorreu em um prédio na cidade de Sidon, onde cinco pessoas perderam a vida, incluindo duas mulheres. A cidade de Tiro, alvo de múltiplos ataques desde a noite anterior, também sofreu com a escalada da violência. Desde o cessar-fogo em vigor desde 17 de abril, as hostilidades entre Israel e Líbano não foram respeitadas, com ambos os lados realizando ataques. O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, havia declarado anteriormente que intensificaria as operações contra o Hezbollah. O Exército de Israel, cumprindo essa promessa, declarou todo o território ao sul do rio Zahrani como uma “zona de guerra”, ampliando assim sua área de operações. A decisão de expandir as operações foi anunciada pelo porta-voz do Exército israelense, Avichay Adraee, que também ordenou a retirada de civis ao norte do rio Zahrani, incluindo cidades que antes não estavam na zona de exclusão, como Tiro e Nabatieh. Essa nova fase do conflito sugere um planejamento estratégico por parte de Israel para aumentar sua presença militar em território libanês. O rio Litani, que marca o limite ao sul para as forças israelenses após a invasão da década de 1980, é também onde opera a missão da ONU (Unifil), cuja renovação de mandato está prevista para o fim do ano. O aumento das operações israelenses e as ordens de evacuação indicam uma escalada significativa no conflito, que já resultou na morte de mais de 3.200 pessoas desde o início dos ataques. A situação permanece crítica, com o futuro da região incerto.



