O Irã manifestou a intenção de interromper suas partidas na Copa do Mundo caso bandeiras não oficiais sejam exibidas ou cânticos contrários ao regime sejam entoados nos estádios. A declaração foi feita pelo ministro dos Esportes, Ahmad Donyamali, e repercutiu na imprensa local. Essa ameaça surge em um contexto de incertezas sobre a participação da seleção iraniana no torneio, que terá início em breve. A seleção do Irã está programada para estrear contra a Nova Zelândia em Los Angeles no dia 15 de junho, seguida por um confronto contra a Bélgica e outro contra o Egito, ambos também nos Estados Unidos. Donyamali enfatizou que a FIFA foi informada sobre a possibilidade de interrupção das partidas caso ocorram manifestações contrárias à seleção. “Se bandeiras não oficiais forem levadas aos estádios ou se forem entoados cânticos contra a seleção nacional, o chefe da delegação será responsável por interromper a partida”, afirmou. Além disso, a seleção iraniana enfrenta desafios logísticos. A federação de futebol do país anunciou que sua cota de ingressos foi revogada pouco antes do início da competição, deixando muitos torcedores sem a possibilidade de assistir aos jogos. A equipe, que atualmente se prepara em Tijuana, no México, só poderá entrar nos Estados Unidos na véspera de cada partida, conforme determinação do Departamento de Segurança Interna dos EUA. A situação se torna ainda mais complexa em meio a tensões geopolíticas. O Irã e os Estados Unidos estão em conflito, com relatos de que um helicóptero americano foi derrubado sobre o estreito de Hormuz, o que intensificou a tensão entre os dois países. A presença da seleção iraniana na Copa do Mundo também gerou protestos. Em abril, manifestantes se reuniram em Vancouver, em frente à sede da FIFA, pedindo a exclusão do Irã do torneio, argumentando que a seleção representa a Guarda Revolucionária Islâmica e não o povo iraniano. Com a Copa do Mundo se aproximando, a situação do Irã no torneio continua a ser um tema de debate, refletindo não apenas questões esportivas, mas também políticas e sociais que permeiam o cenário atual.




