O senador Wellington Fagundes (PL-MT), presidente da Frente Parlamentar de Logística e Infraestrutura (FRENLOGI), participou nesta terça-feira (14) de uma audiência pública promovida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) em Brasília. O encontro teve como foco a proposta de otimização do contrato de concessão da BR-163/230, que liga Sinop (MT) a Miritituba (PA).
Durante a discussão, Fagundes enfatizou a necessidade de acelerar a execução das obras na rodovia, ressaltando a urgência de investimentos em um momento em que a produção em Mato Grosso continua a crescer. “Todos os setores presentes pedem a redução do prazo. Nove anos é muito tempo para uma rodovia que já opera no limite”, destacou o senador.
Audiências públicas e o processo de concessão
A audiência em Brasília faz parte de um ciclo de discussões promovido pela ANTT, que já incluiu sessões em Sinop (MT) e Itaituba (PA) nos dias 7 e 9 de abril, respectivamente. Essas reuniões são essenciais para aprimorar a proposta de concessão, que prevê investimentos de aproximadamente R$ 10,4 bilhões.
Fagundes afirmou que as audiências têm sido fundamentais para ouvir as demandas de usuários, do setor produtivo e de especialistas. No entanto, ele alertou que é necessário transformar essas demandas em ações concretas. “O Brasil ainda tem um grande déficit em infraestrutura. As parcerias com a iniciativa privada são necessárias, mas precisam garantir entrega de obras, segurança e eficiência para quem produz”, afirmou.
A importância estratégica da BR-163
O senador também ressaltou o papel crucial da BR-163 como o principal corredor logístico para o escoamento da produção agrícola de Mato Grosso em direção aos portos do Arco Norte. Apesar dos avanços, como a duplicação de alguns trechos, Fagundes enfatizou que ainda há um longo caminho a percorrer. “A BR-163 é uma luta histórica. Precisamos avançar para a duplicação completa da rodovia no nosso estado”, afirmou.
Tarifas e investimentos: um equilíbrio necessário
Outro ponto importante levantado por Fagundes foi a necessidade de equilibrar tarifas e investimentos. Ele destacou que a população aceita o pagamento de pedágios desde que haja um retorno efetivo. “O que não dá é pagar e não ver a obra acontecer. Nós não queremos a rodovia da morte, queremos a rodovia do progresso”, enfatizou.
Alertas do setor produtivo
Representantes do setor produtivo, como a Aprosoja, também chamaram a atenção para a situação crítica da rodovia, que já apresenta sinais de saturação, especialmente durante os períodos de safra. As contribuições coletadas nas audiências públicas são esperadas para subsidiar ajustes no modelo de concessão antes da etapa final de aprovação.
O debate em torno da BR-163 reflete a urgência de melhorias na infraestrutura rodoviária do Brasil, um tema que continua a gerar discussões acaloradas entre os diversos setores envolvidos. A expectativa é que as ações resultantes dessas audiências tragam benefícios significativos para a logística e a economia da região.








