Post: Indústria critica fim da escala 6×1 e Fiesp alerta sobre PEC eleitoral

Indústria critica o fim da escala 6x1, com a CNI e a Fiesp alertando sobre os impactos econômicos da PEC aprovada.
Indústria critica fim da escala 6x1 e Fiesp alerta sobre PEC eleitoral

Minutos após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6×1, empresários do setor industrial manifestaram descontentamento com as novas diretrizes, considerando a medida um retrocesso para a economia brasileira. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) expressou sua preocupação, afirmando que a mudança poderá resultar em perdas econômicas, demissões e aumento da inflação em todo o país.

Ricardo Alban, presidente da CNI, lamentou que a votação tenha ocorrido sem um debate mais amplo com a sociedade. Ele destacou que os impactos da medida não foram adequadamente avaliados. A CNI já se movimenta para revisar o texto e buscar alternativas que possam beneficiar o setor produtivo. Essa revisão é apoiada por Flávio Bolsonaro (PL), senador e candidato à presidência, que prometeu reexaminar aspectos da proposta caso seja eleito.

“Após a constatação da perda de competitividade e da alta inflacionária, acreditamos que o Congresso Nacional possa abrir espaço para revisitar o tema, visando encontrar a melhor solução para a economia brasileira”, afirmou Alban.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), sob a presidência de Paulo Skaf, também criticou a aprovação da PEC, ressaltando a necessidade de um debate aprofundado fora do calendário eleitoral, para evitar que a proposta se torne uma “PEC boca de urna”. A Fiesp alertou que a medida poderá ter impactos significativos em setores essenciais, como saúde, educação e transporte, além de contribuir para a migração ao trabalho informal e aumentar custos cotidianos, como os boletos de condomínio.

“Nenhum país no mundo restringiu a escala de trabalho em sua Constituição. Decisões apressadas têm um alto custo, que será pago por toda a sociedade”, declarou Skaf.

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) também se posicionou contra a PEC, destacando preocupações com o aumento dos custos de trabalho e a insegurança jurídica. Flávio Roscoe, presidente da Fiemg, enfatizou que a redução compulsória da jornada, sem diminuição proporcional dos salários e sem ganhos de produtividade, elevará o custo da hora trabalhada, comprometendo a competitividade das empresas.

“Não podemos tomar uma decisão dessa magnitude ignorando seus efeitos sobre emprego, renda e crescimento do país”, afirmou Roscoe.

Por outro lado, o Sebrae, alinhado ao governo Lula, considera o fim da escala 6×1 uma vitória significativa para os trabalhadores. Essa divergência de opiniões ilustra a polarização sobre o impacto da nova legislação no cenário econômico brasileiro.

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