Post: A imprecisão nas narrações da Copa: um chamado à responsabilidade dos narradores

A imprecisão nas narrações da Copa do Mundo revela um desinteresse preocupante dos narradores em pronunciar corretamente os nomes dos jogadores.
A imprecisão nas narrações da Copa: um chamado à responsabilidade dos narradores

A Copa do Mundo é, sem dúvida, o evento esportivo mais aguardado do planeta, reunindo seleções de diversos países em uma celebração do futebol. No entanto, ao longo das transmissões, um aspecto tem gerado desconforto entre os espectadores: a imprecisão na pronúncia dos nomes dos jogadores. Essa questão, que pode parecer trivial à primeira vista, revela um desinteresse preocupante por parte dos narradores brasileiros em se preparar adequadamente para a cobertura do torneio.

Recentemente, assistindo a um jogo entre Inglaterra e Gana, percebi a discrepância nas pronúncias dos nomes dos atletas. A partida foi transmitida por diferentes emissoras, como Globo, SBT e CazéTV, e em cada uma delas, os narradores apresentavam variações significativas na forma de se referir aos jogadores. Um exemplo notável foi o do defensor inglês Marc Guéhi, cujo nome foi pronunciado de maneiras tão distintas que nenhum dos narradores conseguiu acertar. Enquanto Renata Silveira disse “Gué-rri”, Tiago Leifert optou por “Gu-ê-rri”, e assim por diante. A pronúncia correta, segundo o próprio jogador, é “Guêi”.

A confusão não se limitou aos jogadores ingleses. O capitão da seleção ganesa, Jordan Ayew, também teve seu nome pronunciado de formas variadas, levando a uma verdadeira anarquia linguística nas transmissões. A falta de padronização e a ausência de um esforço para acertar as pronúncias corretas são preocupantes, especialmente em um evento de tamanha magnitude.

Esse fenômeno não é novo, mas parece ter se intensificado nas últimas edições da Copa. A responsabilidade dos narradores vai além de simplesmente relatar os acontecimentos em campo; eles devem também respeitar a identidade dos atletas, que, assim como qualquer um de nós, desejam que seus nomes sejam pronunciados corretamente. Afinal, quem gostaria de ouvir seu nome distorcido durante uma transmissão ao vivo?

Além disso, a questão da pronúncia correta vai além do simples respeito. Ela reflete um comprometimento com a qualidade da cobertura jornalística. Em um mundo cada vez mais globalizado, onde a diversidade cultural é celebrada, é fundamental que os profissionais de comunicação se esforcem para entender e respeitar as nuances de cada idioma.

Por outro lado, a insistência em pronúncias erradas, como no caso do belga Kevin De Bruyne, que é frequentemente chamado de “Debrúine”, quando a forma correta é “Debrãn”, e do holandês Virgil van Dijk, que não é “Vandáik”, mas sim “Fandêi”, demonstra uma falta de atenção que não pode ser ignorada. Embora a mudança de hábitos possa ser difícil, é essencial que os narradores se atualizem e se adaptem às realidades linguísticas dos atletas que cobrem.

Em suma, a Copa do Mundo é uma oportunidade única para celebrar o futebol e a diversidade cultural que ele representa. Para que isso aconteça de forma plena, é imprescindível que os narradores se comprometam a melhorar suas práticas, investindo tempo e esforço na correta pronúncia dos nomes dos jogadores. Afinal, em um evento que une tantas nações, a comunicação precisa ser clara e respeitosa. Que essa seja uma lição não apenas para a Copa, mas para todas as transmissões esportivas futuras.

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