O Ministério Público de Mato Grosso tomou a decisão de retirar imediatamente os idosos acolhidos em um abrigo de Rondonópolis, após a constatação de uma série de irregularidades que comprometem a segurança e o bem-estar dos internos. A medida foi resultado de inspeções realizadas por órgãos de fiscalização, que revelaram que o local não oferecia condições mínimas para a manutenção da saúde dos acolhidos.
idosos: cenário e impactos
Foram identificadas pelo menos 15 irregularidades, incluindo um surto de escabiose, colchões contaminados, esgoto a céu aberto, alimentos vencidos e falta de higiene. Além disso, a assistência aos idosos era considerada deficiente, e foram registradas três mortes atribuídas à falta de cuidados adequados. Um caso alarmante envolveu um idoso que perdeu a visão devido à diabetes, sem receber o tratamento necessário.
Diante da gravidade da situação, o Ministério Público decidiu transferir todos os acolhidos para o Lar Cristão, uma instituição que se mostrou apta a oferecer atendimento adequado, segurança e dignidade aos idosos. A intervenção ganhou destaque após a Prefeitura comunicar oficialmente a situação ao Ministério Público e a outros órgãos competentes, confirmando a necessidade de desocupação do imóvel.
Durante a discussão sobre o caso, a vereadora Luciana Horta manifestou apoio à permanência dos idosos no abrigo, criticando a intervenção do município. No entanto, a conclusão do Ministério Público foi clara: as condições do abrigo eram inadequadas para o funcionamento, priorizando a saúde e a vida dos acolhidos.
A decisão do Ministério Público reflete um compromisso com a proteção dos idosos, assegurando que as medidas adotadas visam garantir um atendimento compatível com os padrões mínimos exigidos para o acolhimento institucional. O caso ressalta a importância de vigilância constante nas instituições que abrigam pessoas vulneráveis, garantindo que seus direitos sejam respeitados e que recebam os cuidados necessários.



