O Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) anunciou que prendeu quase 50 mil pessoas em julho, atingindo o maior número mensal de detenções durante o segundo mandato de Donald Trump. Os dados, divulgados na sexta-feira (21), revelam que o total de 49.571 detenções representa um aumento de 15% em relação ao mês anterior e um impressionante crescimento de 70% em comparação com as 29.241 detenções registradas em fevereiro, conforme informações fornecidas pelo ICE ao Projeto de Dados sobre Deportações da Universidade da Califórnia, em Berkeley.
Esse número de detenções é quase quatro vezes maior do que o registrado em janeiro de 2025, quando Trump assumiu a presidência. Naquele momento, as detenções de imigrantes eram em torno de 10 mil, um número que incluía estrangeiros transferidos de prisões municipais e estaduais para o ICE, a fim de serem deportados.
O aumento das detenções é resultado de uma estratégia mais agressiva da administração Trump, que alocou bilhões de dólares para o departamento de imigração, contratando mais de 12 mil novos agentes e relaxando restrições sobre o poder de atuação do ICE. Essa mudança de abordagem visa intensificar as deportações em massa, uma proposta que tem gerado controvérsia e resistência em várias cidades americanas.
Além disso, a morte de dois cidadãos americanos durante uma operação de repressão à imigração em Minnesota provocou uma onda de indignação, especialmente entre a oposição democrata. Após esse incidente, as detenções caíram cerca de 20%, mas a tendência se reverteu em junho, quando os números começaram a subir novamente.
Os estados de Minnesota, Texas e Flórida foram responsáveis por quase 20 mil das detenções em julho, evidenciando a prioridade que os governos locais, sob liderança republicana, têm dado à agenda de deportação da Casa Branca. Nesses locais, as forças policiais atuam em colaboração com o ICE, reforçando a fiscalização e a execução das políticas de imigração.



