Em Higienópolis, um dos bairros mais tradicionais de São Paulo, as ambulâncias da Hatzala circulam intensamente, oferecendo um serviço de emergência médica gratuito à comunidade judaica. Desde sua chegada ao Brasil em 2011, o grupo tem se expandido, especialmente durante a pandemia de Covid-19, e neste ano, já atende mais de 20 bairros da capital paulista.
O crescimento da Hatzala foi impulsionado por doações significativas de empresários judeus, com a família Safra se destacando como uma das principais apoiadoras. O banco Safra, consultado sobre as doações, não se manifestou. Além de Higienópolis, a Hatzala também opera em regiões como Santa Cecília, Bom Retiro, Mooca, Brás, Pinheiros, Jardins, Itaim Bibi e Vila Mariana, áreas com forte presença da comunidade judaica.
A equipe da Hatzala é composta por voluntários e profissionais contratados, que atuam 24 horas por dia. Muitos dos atendentes utilizam seus próprios veículos para garantir que cheguem rapidamente aos locais de emergência. O grupo afirma que seu tempo de resposta é superior ao dos serviços públicos, e em Higienópolis, é comum ver mais ambulâncias da Hatzala do que do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) ou de outras empresas particulares.
Os atendimentos realizados pela Hatzala incluem cuidados iniciais em situações de emergência, até que o paciente possa ser transportado para um hospital. A capital paulista abriga a maior comunidade judaica do Brasil, com cerca de 60 mil judeus, conforme dados da Confederação Israelita do Brasil (Conib). A palavra Hatzala, que significa “resgate” em hebraico, reflete a missão do serviço, que teve suas origens em Nova York, na década de 1960. O impacto positivo da Hatzala na comunidade judaica de São Paulo é inegável, oferecendo um suporte essencial em momentos críticos e contribuindo para a segurança e bem-estar dos seus membros. A iniciativa representa não apenas um serviço de emergência, mas também um exemplo de solidariedade e união entre os judeus da cidade.



