Post: Gerente é indiciado por assédio sexual a funcionárias em Cuiabá

Gerente é indiciado por assédio sexual a funcionárias em Cuiabá, revelando abusos e vulnerabilidades no ambiente de trabalho.
Gerente é indiciado por assédio sexual a funcionárias em Cuiabá

A Polícia Civil de Mato Grosso concluiu, nesta quinta-feira (18), um inquérito que investigou uma série de crimes de assédio sexual em uma empresa localizada em Cuiabá. Um homem de 32 anos, que ocupava o cargo de gerente operacional, foi indiciado pelos crimes de assédio e importunação sexual.

assédio: cenário e impactos

A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM), revelou que o suspeito utilizava sua posição de autoridade para submeter funcionárias a situações humilhantes e de conotação sexual indesejada. Os relatos indicam que ele fazia elogios invasivos sobre os corpos das vítimas, além de realizar contatos físicos indesejados, como abraços prolongados, e fazer propostas sexuais explícitas durante o expediente.

Três mulheres, duas de 27 anos e uma de 41, relataram episódios de profundo constrangimento, incluindo perguntas vulgares sobre práticas íntimas e propostas inadequadas em áreas comuns da empresa. A gravidade das condutas levou as vítimas a pedirem demissão, incapazes de suportar o ambiente laboral degradante e o severo abalo emocional que sofreram.

As investigações também revelaram que o suspeito já possuía múltiplos registros de ocorrência por fatos semelhantes, o que reforça o caráter habitual de suas investidas criminosas contra colaboradoras. A delegada titular da DEDM, Liliane Soares Diogo, destacou a gravidade da exploração da vulnerabilidade das trabalhadoras.

“O uso da posição de comando para violar a dignidade e a liberdade sexual de subordinadas é uma forma intolerável de violência de gênero, que compromete não apenas a carreira, mas a saúde mental das vítimas e a integridade de todo o ambiente laboral”, afirmou.

Com o encerramento do inquérito, o relatório final foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para análise e providências de persecução penal.

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