O clima de Copa do Mundo ainda paira no ar, e a emoção de assistir ao Brasileirão nos remete a momentos intensos dos torneios internacionais. Ao ligar a TV, a expectativa é alta, especialmente quando se vê um lateral ofensivo com a energia necessária para atacar e defender, como o jovem Cuiabano, que lembrou o estilo de Cucurella. Durante o primeiro tempo, ele mostrou habilidade ao passar pelo marcador do Vitória, mas na hora de finalizar, o chute saiu torto e sem força, lembrando que nem sempre a técnica é suficiente.
No segundo tempo, a entrada do colombiano Andrés Gómez trouxe um ar de nostalgia, sendo o primeiro jogador a voltar a atuar no Brasil após a Copa, onde fez sua estreia contra o Uzbequistão. Infelizmente, o Vasco, que contava com Gómez e Cuiabano, saiu derrotado.
Enquanto isso, o Santos também enfrentou desafios em um jogo que não contava com Neymar, um nome que sempre gera expectativas. O campeonato brasileiro, ao contrário da Copa, permite uma certa leveza, pois as decepções não são tão impactantes. A expectativa agora é pela final da Copa, marcada para o próximo domingo (19), que promete ser histórica, sendo a primeira entre duas seleções de língua espanhola desde 1930.
A final também será lembrada pelo espetáculo musical que precederá o jogo, com 25 artistas se apresentando em um show de 11 minutos, algo inédito na história das Copas. Para muitos, a dúvida persiste: para quem torcer, Espanha ou Argentina? Neste ano, segui a orientação de um amigo, utilizando a Bússola Moral do Torcedor Uruguaio, um guia prático que ajuda a decidir a quem apoiar quando não se está emocionalmente envolvido. Uma das regras sugere que, se houver um jogador africano em campo, é preciso torcer por ele, uma forma de solidariedade com aqueles que enfrentaram o colonialismo. Outra orientação valiosa é o Princípio Johan Cruyff, que permite apoiar a seleção holandesa, conhecida por seu futebol bonito e por nunca ter vencido uma Copa do Mundo, o que gera empatia.
Entretanto, essa regra se anula se o rival for de uma nação africana, asiática ou latino-americana. Quando se trata de confrontos entre europeus, a Bússola indica que se deve escolher o time que ocupa uma posição inferior na hierarquia imperialista, onde a Inglaterra está no topo, seguida por França, Espanha, Holanda e Bélgica.
Assim, para o jogo entre Inglaterra e França, a torcida deve se voltar para os franceses. E, claro, a regra de ouro que prevalece entre os torcedores uruguaios: se a Argentina está em campo, a torcida deve ser pelo rival. Com isso, a expectativa é que a final da Copa não só traga emoção, mas também uma reflexão sobre o papel do torcedor e as escolhas que fazemos ao apoiar uma equipe. Para os ingleses, que cantarão quatro músicas do Oasis e uma regravação dos Rolling Stones, a vitória será um momento a ser celebrado, enquanto os uruguaios estarão atentos, prontos para aplicar sua bússola moral no futebol.



