A Federação de Futebol do Irã (FFIRI) anunciou nesta terça-feira (9) que a cota de ingressos destinada aos torcedores iranianos foi revogada, a poucos dias do início da Copa do Mundo de 2026. Essa decisão deixa muitos fãs que já haviam planejado suas viagens sem a possibilidade de assistir aos jogos da seleção.
A Copa do Mundo está programada para começar na quinta-feira (11), com o Irã enfrentando a Nova Zelândia em Los Angeles no dia 15 de junho, seguido por um confronto contra a Bélgica em 21 de junho e, posteriormente, um jogo contra o Egito em Seattle no dia 26 de junho. A FFIRI informou que já havia iniciado o processo de venda dos ingressos, mas agora não poderá mais fornecê-los aos torcedores.
Em um comunicado, a federação expressou sua indignação, afirmando que a revogação dos ingressos contraria o espírito das competições internacionais e o princípio de igualdade entre os países participantes. “Privar os torcedores iranianos do acesso à sua cota legítima é uma ação que levanta sérias questões sobre a interferência de considerações não esportivas e políticas na organização do maior evento de futebol do mundo”, destacou a FFIRI.
Cada federação participante da Copa do Mundo tem direito a 8% dos ingressos de cada jogo, que devem ser distribuídos conforme seus próprios critérios. A FFIRI não revelou quem tomou a decisão de reter os ingressos, mas pediu à FIFA que mantenha os princípios de neutralidade e justiça, evitando que questões extracampo afetem o torneio.
A participação do Irã na Copa do Mundo tem sido marcada por incertezas, especialmente após os ataques aéreos dos EUA e Israel contra o país no final de fevereiro, que desencadearam um conflito regional. A FFIRI até considerou transferir a base da seleção do Arizona para o México devido à incerteza sobre a concessão de vistos americanos. Após semanas de espera, os EUA concederam vistos a todos os jogadores na semana passada, mas vários membros da comissão técnica não conseguiram os documentos a tempo.
Uma autoridade americana afirmou à Reuters que o governo havia emitido os vistos necessários para que o Irã competisse na Copa do Mundo. Em resposta à situação, a FIFA declarou que seu secretário-geral, Mattias Grafstrom, teve uma “conversa positiva” com o presidente da FFIRI, Mehdi Taj, após a chegada da equipe ao torneio. A FIFA se comprometeu a continuar o diálogo e a colaboração com a FFIRI para garantir uma experiência positiva para a seleção e sua delegação.



