Post: Denúncia de brasileira contra Epstein gera medo e paranoia após ameaças

Marina Lacerda, vítima de Epstein, relata medo e paranoia após ameaças e assédio. A situação reflete o desafio enfrentado por vítimas que denunciam abusos.
Denúncia de brasileira contra Epstein gera medo e paranoia após ameaças

Marina Lacerda, que revelou ao mundo ter sido abusada sexualmente por Jeffrey Epstein aos 14 anos, enfrenta um cenário de medo e insegurança após a divulgação de seu nome em documentos do Departamento de Justiça dos EUA. Desde que fez sua denúncia, Lacerda relata ter recebido ameaças e assédio, intensificados após sua participação em uma coletiva de imprensa em setembro de 2025, onde pressionou pela divulgação dos arquivos de Epstein. Em um dos comentários deixados em um vídeo sobre sua história, um desconhecido escreveu: “Ela vai ser eliminada”. A situação se agravou quando seu nome apareceu em pelo menos 46 documentos do governo, levando a ataques online onde foi chamada de mentirosa e prostituta. A pressão sobre sua família também aumentou, com sua filha de 12 anos sendo alvo de provocações na escola. Para se proteger, Lacerda agora vive em um condomínio fechado e mantém uma arma ao lado da cama, afirmando que está “paranoica o tempo todo”. Ela é uma das 23 mulheres identificadas pela Reuters que enfrentaram ameaças e assédio após revelarem seus abusos ou terem suas identidades expostas em documentos oficiais. De acordo com Brittany Henderson, advogada que representa várias acusadoras de Epstein, mais de 6.250 casos tiveram informações pessoais de vítimas divulgadas sem censura, expondo seus nomes, endereços e fotos. O governo dos EUA admitiu ter cometido erros na divulgação de documentos, mas afirmou que tomou medidas para proteger as identidades das vítimas após a liberação de milhões de páginas de arquivos investigativos relacionados a Epstein. O assédio que Lacerda e outras mulheres enfrentam é multifacetado, incluindo desde fotografias de suas casas até ameaças de violência. Muitas delas relatam que não se sentem seguras para sair sozinhas. A situação de Lacerda é um reflexo de um problema maior, onde vítimas de abuso enfrentam não apenas o trauma de suas experiências, mas também a intimidação e o assédio que vêm após decidirem falar publicamente. O governo americano, por sua vez, se comprometeu a corrigir os erros de censura quando notificado, mas a dor e o medo que essas mulheres vivem diariamente permanecem.

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