Post: Bets diminuem presença na Série a e concentram patrocínios em menos clubes

Empresas de apostas reduzem presença na Série A e concentram patrocínios em menos clubes, impactando o cenário financeiro do futebol.
Bets diminuem presença na Série a e concentram patrocínios em menos clubes

As empresas de apostas esportivas estão reduzindo sua presença no espaço master das camisas dos times da Série A do Campeonato Brasileiro entre 2025 e 2026. Esse movimento de concentração de investimentos em menos clubes já estava em curso antes das discussões no governo federal sobre novas restrições ao setor. No ano passado, 18 das 20 equipes contavam com uma bet como patrocinadora no espaço nobre do uniforme; na atual temporada, esse número caiu para 13. Santos e Vasco trocaram seus parceiros e, posteriormente, firmaram novos contratos com valores inferiores aos anteriores.

Enquanto isso, clubes como Corinthians e Flamengo ampliaram seus ganhos com as apostas. O Flamengo, por exemplo, passou de R$ 125 milhões anuais com a Pixbet para R$ 268,5 milhões com a Betano, podendo chegar a R$ 280 milhões com variáveis. O Corinthians, por sua vez, renovou o contrato com a Esportes da Sorte, que agora garante R$ 150 milhões fixos, podendo chegar a R$ 200 milhões, um aumento significativo em relação ao contrato anterior de cerca de R$ 103 milhões.

Esse cenário levanta preocupações entre clubes do Rio e São Paulo, além da Abert (Associação Brasileira das Empresas de Rádio e Televisão). Em um manifesto, as entidades pediram a manutenção das empresas autorizadas pelo Ministério da Fazenda e alertaram que, se o mercado regulado acabar, “o futebol acaba”. O documento ressalta a importância de combater a ilegalidade e fortalecer a fiscalização, sem comprometer um mercado que foi regulamentado pelo Estado.

Além disso, as entidades reconhecem a necessidade de colaborar para combater o vício em apostas e o endividamento das famílias. O futebol se coloca à disposição do governo e das autoridades para desenvolver mecanismos mais eficientes de educação e conscientização sobre o tema.

A dependência financeira das apostas se torna evidente, uma vez que essas empresas passaram a ocupar um espaço central no mercado de patrocínio esportivo, ajudando a elevar o valor pago aos clubes. No entanto, a mudança observada ao longo de 2026 indica que esse dinheiro não está mais sendo distribuído de maneira equitativa entre as 20 equipes. A saída de patrocinadores de times como Bahia, Internacional, Grêmio e Coritiba resultou em uma diminuição da presença das bets no espaço master dos uniformes, enquanto os contratos dos clubes de maior visibilidade continuam em patamares elevados. O caso do Santos exemplifica essa nova realidade, mostrando que a dinâmica de patrocínios no futebol brasileiro está em constante transformação, refletindo as pressões do mercado e as regulamentações em discussão.

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