Na última semana, o atacante americano Folarin Balogun, de 25 anos, revelou à imprensa dos Estados Unidos que a polêmica envolvendo sua suspensão após um cartão vermelho afetou significativamente a preparação da seleção para a partida contra a Bélgica, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Em entrevista ao programa CBS Mornings, Balogun expressou que a situação gerou uma tensão incomum entre os jogadores. “Tentei focar no jogo o máximo que pude, mas havia muito ruído de fora. É difícil de ignorar”, afirmou.
A controvérsia começou quando Balogun foi expulso pelo árbitro brasileiro Raphael Claus após uma entrada considerada forte, embora não intencional, no zagueiro bósnio Tarik Muharemovic. A partida, que terminou com a vitória dos EUA por 2 a 0, era crucial para a fase de 32 seleções do torneio. Com a expulsão, Balogun estava inicialmente suspenso para o jogo seguinte contra a Bélgica.
No entanto, na véspera da partida, a Comissão Disciplinar da FIFA decidiu suspender os efeitos do cartão vermelho, permitindo que o atacante jogasse. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assumiu publicamente que havia intercedido junto ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, pedindo a revisão da decisão. Durante esse processo, Trump ainda se referiu a Raphael Claus como “suspeito”.
Balogun relatou que a equipe recebeu a notícia de sua liberação enquanto estava a caminho do estádio, o que gerou gritos de alegria e comemorações no ônibus. “Eu estava muito feliz em poder jogar, mas depois comecei a pensar e sabia que isso causaria muita controvérsia”, disse o atacante, que classificou a situação como “confusa” para a seleção, que já estava treinando sem ele para a partida.
O jogador também defendeu que sua expulsão foi injusta, argumentando que “quando algo não é intencional, nunca deveria haver cartão vermelho”. Apesar da expectativa em torno de sua participação, os Estados Unidos acabaram sendo derrotados pela Bélgica por 4 a 1. Após o jogo, jogadores da seleção europeia expressaram sua indignação em relação à intervenção de Trump, chegando a imitar a famosa dancinha do presidente na comemoração do último gol, marcado por Romelu Lukaku.
A situação levantou questões sobre a influência da política no esporte e como essas intervenções podem impactar o desempenho das equipes em momentos decisivos como uma Copa do Mundo. Balogun, que se destacou como um dos principais jogadores da seleção americana, agora enfrenta o desafio de manter o foco e a moral da equipe em meio a essa controvérsia.




