O candidato do PL à presidência da República, Flávio Bolsonaro, recebeu o apoio formal da federação União Progressista, que reúne os partidos União Brasil e Progressistas. Além disso, o partido Novo, liderado pelo candidato Romeu Zema, também manifestou seu apoio ao candidato. Durante uma coletiva de imprensa realizada em Brasília, Bolsonaro destacou seu interesse em promover alterações na Constituição, abordando temas como questões tributárias e a redução da maioridade penal.
Em sua declaração, Bolsonaro enfatizou a necessidade de uma reforma no Judiciário e reiterou que a redução da maioridade penal deve ser realizada por meio de Proposta de Emenda à Constituição (PEC). “Tem que haver uma reforma no Judiciário. Sou a favor da redução da maioridade penal há bastante tempo, isso tem que ser feito por PEC. Tem pontos da reforma tributária que precisam ser feitos por PEC”, afirmou.
Além de discutir mudanças constitucionais, o candidato também se posicionou contra a reeleição. Ele afirmou que, se eleito, não buscará um segundo mandato e que apoiará essa proposta no Congresso Nacional. “É o Congresso que vai definir os critérios, se vai ser mandato de quatro, de cinco anos; se vai valer só para presidente [da República], se vai valer também para governador. É o processo legislativo que vai ser respeitado e a maioria vai decidir”, disse.
No último pleito, realizado no dia 4, o PL de Flávio Bolsonaro obteve uma vitória significativa tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados. O partido conquistou 28 cadeiras no Senado e se tornou a maior bancada da Câmara, com 121 representantes. O PT, por sua vez, garantiu dois assentos no Senado pela Bahia e um em Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. Na Câmara, a Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PCdoB e PV, ficou em segundo lugar, com 88 deputados, seis a mais que na eleição anterior.


