O presidente da FIFA, Gianni Infantino, se manifestou nesta segunda-feira (6) sobre a controvérsia envolvendo o cartão vermelho do atacante Folarin Balogun, da seleção dos Estados Unidos, durante a Copa do Mundo. Em pronunciamento nas redes sociais, Infantino destacou que a decisão de suspender a punição do jogador foi tomada por órgãos judiciais independentes da FIFA, e não por sua influência pessoal. A declaração surge após a repercussão do caso, que teve como pano de fundo uma ligação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Infantino.
Balogun, que se destacou como artilheiro da seleção americana, recebeu o cartão vermelho em um jogo contra a Bósnia e Herzegovina na quarta-feira (1º). A punição foi revertida, permitindo que o jogador participasse do próximo duelo contra a Bélgica, marcado para esta segunda-feira, às 21h, no Lumen Field, em Seattle. Caso os Estados Unidos vençam, a equipe avançará para as quartas de final pela primeira vez desde 2002.
Infantino enfatizou que as decisões da FIFA são baseadas em regulamentos e fatos, e a independência dos órgãos é crucial para a credibilidade do futebol. “É essencial que essa independência seja sempre respeitada”, afirmou. Durante a conversa com Trump, o presidente da FIFA explicou que havia um processo legal em andamento e que a decisão seria tomada pelos órgãos competentes no momento adequado.
Trump, em evento na Casa Branca, confirmou ter solicitado uma revisão do caso e criticou a atuação do árbitro brasileiro Rafael Claus, que aplicou o cartão vermelho a Balogun. “Tudo o que fiz foi pedir uma revisão, porque não achei que fosse falta”, disse Trump, ressaltando que não tinha pleno conhecimento sobre o que significava um cartão vermelho até o incidente.
O lance que resultou na expulsão de Balogun ocorreu durante a partida contra a Bósnia, quando o jogador fez uma falta sobre Tarik Muharemovic. O árbitro foi chamado pelo VAR para revisar a jogada e decidiu aplicar a punição devido ao pisão do atacante no tornozelo do adversário.
Com a decisão da FIFA, Balogun, que já marcou três gols no torneio, poderá continuar sua participação na competição, a menos que cometa outra infração que justifique uma nova suspensão. A situação levanta questões sobre a influência política no esporte e a autonomia das entidades reguladoras, um tema que continua a gerar debates entre torcedores e especialistas.




