Post: Ex-major da PM é julgado por liderar esquema de tráfico de cocaína na Europa

Ex-major da PM, conhecido como "Pablo Escobar brasileiro", é julgado na Bélgica por liderar esquema de tráfico de cocaína.
Ex-major da PM é julgado por liderar esquema de tráfico de cocaína na Europa

O ex-major da Polícia Militar, Sérgio Roberto de Carvalho, conhecido como o “Pablo Escobar brasileiro”, enfrenta julgamento na Bélgica, acusado de liderar um dos maiores esquemas de tráfico de cocaína já documentados. Entre 2017 e 2020, ele teria enviado ao menos 67 toneladas da droga para a Europa, operando uma rede independente que se estendia por diversos países do continente. A investigação, que contou com a colaboração da Polícia Federal do Brasil e da Europol, revelou que Carvalho estava desvinculado de facções criminosas tradicionais, como o PCC e o Comando Vermelho, e atuava com sócios em nações como Bélgica, Espanha e Portugal.

Preso em 2022 após anos como fugitivo, Carvalho foi capturado na Hungria, onde estava vivendo sob identidades falsas. A operação que levou à sua prisão, chamada Enterprise, destacou a magnitude de sua atuação no narcotráfico internacional. Documentos obtidos pela Gazeta do Povo mostram que ele utilizava um jato particular para se deslocar pela Europa, frequentemente mudando de localização para evitar a captura.

O julgamento de Carvalho começou em maio de 2023, com uma sentença interlocutória já emitida. A decisão final deve ser anunciada após a conclusão do processo, que será retomado em setembro. Seus advogados alegam a inocência do ex-major, enquanto as autoridades continuam a investigar sua extensa rede de tráfico.

A investigação revelou que Carvalho operava uma megarrede de tráfico internacional, utilizando dados descriptografados do EncroChat, um aplicativo de comunicação seguro para criminosos. A operação também levou à prisão de diversos comparsas e à identificação de pelo menos 152 pessoas indiciadas no Brasil.

Considerado um dos maiores narcotraficantes do mundo, Carvalho é procurado por várias nações, incluindo Brasil, Estados Unidos e países europeus. A operação que culminou em sua prisão envolveu um aparato policial significativo, evidenciando sua relevância no tráfico de drogas global. O caso continua a ser acompanhado de perto pelas autoridades, que buscam desmantelar sua rede e responsabilizar todos os envolvidos.

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