Um ex-integrante de um grupo violento de extrema direita admitiu em tribunal, nesta segunda-feira (7), ter assassinado o ex-jogador da seleção argentina de rugby, Federico Aramburu, em Paris, há quatro anos. Durante o primeiro dia de seu julgamento, Loik Le Priol declarou ser o responsável pela morte de Aramburu, que ocorreu após uma discussão em uma saída noturna na capital francesa.
“Sempre disse que atirei em legítima defesa”, afirmou Le Priol ao júri. Ele acrescentou que, independentemente da decisão do tribunal, viverá com a tragédia do ato para sempre, pedindo perdão pela sua ação. O réu, de 32 anos, é um dos dois ex-membros do GUD (Groupe Union Defense), um grupo atualmente proibido, que estão sendo julgados. Enquanto Le Priol é acusado de homicídio, seu comparsa Romain Bouvier, de 35 anos, enfrenta a acusação de tentativa de homicídio.
Ambos já cumprem penas de prisão por agressão em outro caso. De acordo com as investigações, Aramburu estava em um bar em Paris, acompanhado do amigo e também ex-jogador de rugby Shaun Hegarty, quando o incidente ocorreu. Le Priol, Bouvier e Lyson Rochemir, namorada de Le Priol e também ré, estavam em uma mesa próxima e se envolveram em uma discussão que rapidamente se transformou em uma briga.
Imagens de câmeras de segurança mostraram o confronto entre os grupos, que culminou em uma luta no Boulevard Saint-Germain. Durante a briga, Bouvier disparou contra Aramburu, que foi atingido e morreu no local. Após o crime, os três réus fugiram, mas Le Priol foi capturado na Hungria ao tentar cruzar a fronteira com a Ucrânia.
O julgamento está previsto para prosseguir até 25 de setembro, e Le Priol, Bouvier e Rochemir enfrentam a possibilidade de pena de prisão perpétua. Aramburu, que jogou 22 partidas pela seleção argentina, teve uma carreira destacada em clubes franceses como Biarritz e Perpignan.



