Post: EUA programam três execuções em um único dia pela primeira vez em 16 anos

Três estados dos EUA planejam executar presos nesta quinta-feira, a primeira vez em 16 anos que isso acontece em um único dia.
EUA programam três execuções em um único dia pela primeira vez em 16 anos

Na quinta-feira (13), três estados dos Estados Unidos se preparam para realizar execuções, marcando um momento histórico, pois é a primeira vez em 16 anos que isso ocorre em um único dia. Os estados envolvidos são Tennessee, Oklahoma e Alabama, que seguirão adiante com a pena de morte em meio a um aumento do seu uso durante a administração do ex-presidente Donald Trump. A pena capital foi abolida em 23 dos 50 estados do país, enquanto outros três — Califórnia, Oregon e Pensilvânia — mantêm moratórias sobre as execuções.

A última vez que três execuções estavam agendadas para o mesmo dia foi em 2010, de acordo com o Death Penalty Information Center, uma organização que monitora o uso da pena de morte nos EUA. Trump, que tem defendido a ampliação do uso da pena capital para crimes considerados mais graves, viu um aumento significativo nas execuções desde que assumiu a presidência. Em abril, o Departamento de Justiça propôs a inclusão de novos métodos de execução, como pelotões de fuzilamento, gás e eletrocussão.

No Tennessee, a execução de **Anthony Darrell Dugard Hines**, de 66 anos, está marcada para esta quinta-feira. Hines foi condenado pelo assassinato de uma mulher em 1985. Em Oklahoma, **Carlos Cuesta-Rodriguez**, de 70 anos, que foi condenado por um assassinato cometido em 2003, também enfrentará a pena capital. Já o Alabama planeja executar **Jeremy Williams**, de 42 anos, condenado por estuprar e matar uma menina de apenas cinco anos.

O aumento das execuções nos EUA é alarmante. No ano passado, o país registrou 47 execuções, o maior número desde 2009, quando 52 condenados foram executados. A Flórida liderou o número de execuções em 2025, com 19, seguida por Alabama, Carolina do Sul e Texas, que realizaram cinco cada.

Das 47 execuções realizadas em 2022, 39 foram por injeção letal, três por pelotão de fuzilamento e cinco por hipóxia de nitrogênio, um método que envolve bombear gás nitrogênio para uma máscara facial, provocando asfixia no condenado. A ONU já condenou o uso do gás nitrogênio, considerando-o um método cruel e desumano de execução. O cenário atual levanta questões sobre a ética e a eficácia da pena de morte nos Estados Unidos, especialmente em um contexto onde a opinião pública está cada vez mais dividida sobre o tema.

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