O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (11) um acordo de cessar-fogo energético entre a Rússia e a Ucrânia, afirmando que ambas as partes concordaram em interromper os ataques às suas infraestruturas energéticas. Em uma publicação em sua rede social, Trump pediu que as partes não quebrem o acordo, mas não forneceu detalhes sobre os termos ou mecanismos de verificação.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, expressou surpresa com a declaração e afirmou que a Ucrânia aceitaria a trégua, desde que Moscou fizesse o mesmo. Zelenski destacou que a decisão de aceitar um cessar-fogo depende de um entendimento mútuo, e condicionou a realização de eleições na Ucrânia a um cessar-fogo de 60 dias, período que, segundo ele, permitiria organizar a votação.
As tensões aumentam à medida que Trump, em declarações anteriores, sugeriu que a Ucrânia deveria “arranjar um novo líder”, acusando Zelenski de dificultar as negociações com a Rússia. O presidente ucraniano respondeu que a escolha do líder do país cabe ao povo ucraniano e não a Trump. Em entrevista ao canal americano ABC, ele afirmou que, se Washington deseja eleições na Ucrânia, deveria pedir a Putin que aceitasse uma trégua de dois meses.
Além disso, a divergência entre os líderes se intensificou com a recente decisão de Washington de flexibilizar as sanções sobre as exportações russas de diesel, uma medida defendida por Trump como forma de aumentar a oferta global de combustíveis em meio à pressão sobre os preços da energia. Zelenski criticou essa decisão, classificando-a como fraca e insuficiente.
Zelenski também pediu esclarecimentos sobre o acordo de cessar-fogo, afirmando que não havia sido informado previamente e questionando quando ele entraria em vigor. “Se os russos aceitarem um cessar-fogo energético, a Ucrânia estará de acordo”, disse ele, enfatizando a necessidade de um entendimento claro entre as partes envolvidas.
O cenário atual destaca as complexidades das negociações de paz e os desafios enfrentados por ambos os lados, com a guerra na Ucrânia completando mais de um ano desde o início da invasão russa em fevereiro de 2022. O futuro das relações entre os dois países, assim como a posição dos Estados Unidos, permanece incerto, à medida que as tensões continuam a aumentar no cenário internacional.



