Post: Projeto de lei busca inclusão de estudantes com deficiência no regime escolar especial

Projeto de lei busca garantir inclusão de estudantes com deficiência no regime escolar especial, promovendo educação adaptada.
Projeto de lei busca inclusão de estudantes com deficiência no regime escolar especial

O Projeto de Lei 934/26 propõe a inclusão de estudantes com deficiência entre os beneficiários do regime escolar especial, conforme previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/96). Essa medida visa garantir que aqueles cuja deficiência impeça a frequência regular às aulas possam ter acesso a uma educação adaptada às suas necessidades. Atualmente, a LDB já contempla o regime escolar especial para alunos impossibilitados de frequentar as aulas por questões de saúde, permitindo a continuidade do aprendizado através de atividades domiciliares, aulas remotas e outros métodos pedagógicos adequados.

O autor do projeto, o deputado licenciado Murilo Galdino (PB), destaca que a legislação vigente não menciona explicitamente as pessoas com deficiência, nem estabelece critérios específicos para registrar a frequência e avaliar o desempenho desses alunos. “O projeto confere tratamento diferenciado, proporcional e protetivo aos alunos cuja deficiência impacte a regularidade de sua frequência escolar, reconhecendo que a efetividade do direito à educação inclusiva exige equidade e adequação às condições reais que vivenciam”, afirmou Galdino.

Atualmente, as escolas são obrigadas a notificar o Conselho Tutelar quando um estudante ultrapassa o limite de faltas estabelecido por lei. O novo texto busca evitar que essa regra se aplique aos alunos atendidos pelo regime escolar especial, permitindo que eles sigam critérios específicos de frequência, respeitando suas particularidades. O deputado ressaltou que essa comunicação, quando não considera as circunstâncias de cada estudante, pode estigmatizar alunos e suas famílias, além de sobrecarregar os órgãos de proteção com casos que demandam políticas públicas de apoio educacional, saúde e acessibilidade.

A proposta estabelece que as redes de ensino — estaduais, municipais e federal — terão a responsabilidade de definir regras específicas para controlar a frequência e avaliar o desempenho escolar desses estudantes, levando em conta as particularidades de cada caso.

Próximos passos
O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Educação; Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; e Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado. Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

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