O dólar abriu em queda nesta sexta-feira (2), refletindo a divulgação da nova pesquisa Datafolha e a repercussão dos dados do relatório de empregos dos Estados Unidos. Às 9h51, a moeda americana apresentava uma desvalorização de 0,17%, sendo cotada a R$ 5,214.
A pesquisa, divulgada na quinta-feira (1º), revelou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conta com 45% dos votos válidos no primeiro turno, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 40%. No segundo turno, a disputa está acirrada, com Lula registrando 48% e Flávio 45%, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
Na semana anterior, Lula tinha 43% dos votos válidos e 47% das intenções de voto no segundo turno, enquanto Flávio Bolsonaro contava com 39% e 45%, respectivamente.
Na véspera, o dólar havia encerrado o dia com uma alta expressiva de 0,98%, sendo cotado a R$ 5,223. Essa valorização foi impulsionada por um movimento global de fortalecimento da moeda americana, acompanhado pela elevação dos rendimentos dos Treasuries, os títulos do governo dos Estados Unidos, que atingiram a máxima de 5,340% para os títulos de dez anos.
Leonardo Brito, economista da Olimpo Investimentos, destaca que a movimentação do dólar também está ligada à alta do petróleo, que superou os US$ 100, com a commodity subindo 4,73% e cotada a US$ 102.
O Ibovespa, por sua vez, fechou em alta de 0,45%, alcançando 187.192 pontos, após apresentar volatilidade durante o dia. As ações da Petrobras se destacaram entre as que subiram, beneficiadas pela alta do petróleo. No entanto, os papéis de grandes bancos, como Bradesco, Banco do Brasil, Santander e Itaú, pressionaram o índice para baixo, assim como as ações da Suzano e Smart Fit.
Brito também aponta que a volatilidade da Bolsa está relacionada à abertura da curva de juros, com a taxa para janeiro de 2028 em 13,555%, próxima da estabilidade, e a de janeiro de 2035 em 14,112%, com alta de 0,13 ponto percentual.
Gustavo Trotta, especialista e sócio da Valor Investimentos, comenta que o movimento das ações dos bancos brasileiros foi influenciado pela queda dos papéis do Santander na Espanha, observada na véspera. Essa baixa na matriz acabou repercutindo no desempenho das instituições financeiras brasileiras, levando a uma realização de lucros após a alta anterior das ações.


