Post: Dólar registra alta de 0,47% e se aproxima de R$ 5,20 em meio a incertezas globais

Dólar sobe 0,47% e se aproxima de R$ 5,20, enquanto a bolsa registra queda de quase 1% em meio a incertezas globais.
Dólar registra alta de 0,47% e se aproxima de R$ 5,20 em meio a incertezas globais

Em um dia marcado pela volatilidade nos mercados, o dólar comercial fechou cotado a R$ 5,193, apresentando uma alta de 0,47%. Este é o maior valor registrado desde o final de agosto, enquanto a bolsa de valores brasileira, o Ibovespa, caiu quase 1%, encerrando o dia abaixo dos 184 mil pontos.

O aumento na cotação da moeda norte-americana foi impulsionado por um ambiente de aversão ao risco nos mercados internacionais, que inclui a elevação das taxas de juros dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e o aumento no preço do petróleo, em meio a incertezas nas negociações entre Estados Unidos e Irã. No Brasil, os investidores também estavam atentos às novas projeções econômicas divulgadas pelo Banco Central e à situação fiscal do país.

Os principais números do dia refletem essa instabilidade: o dólar à vista foi cotado a R$ 5,1931, enquanto o Ibovespa fechou em 183.965,91 pontos, uma queda de 0,99%. No mês, a moeda americana acumula uma alta de 0,26%, mas ainda registra uma queda de 5,39% no ano. O preço do petróleo tipo Brent subiu 3,41%, alcançando US$ 106,60, enquanto o WTI avançou 2,65%, a US$ 94,61.

A alta do dólar foi acompanhada pelo aumento dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, que atingiram 5,2209% no final da tarde, o que representa a maior taxa desde 2007. A elevação nas taxas de juros para esses títulos, considerados os mais seguros do mundo, tem gerado uma fuga de capitais de mercados emergentes, como o Brasil.

Atuação do Banco Central

O Banco Central brasileiro também interveio no mercado de câmbio, vendendo US$ 1 bilhão em dois leilões de linha simultâneos. Esse tipo de operação visa aumentar a oferta de dólares no mercado, contribuindo para a liquidez. Na véspera, o BC havia informado que o fluxo cambial estava negativo em US$ 7,078 bilhões até o dia 18 de setembro.

Além disso, o Banco Central revisou suas projeções econômicas, reduzindo a estimativa de crescimento do PIB para 2026 de 2% para 1,8%, e para 2027, a previsão é de crescimento de 1,4%.

Bolsa em queda

O Ibovespa, por sua vez, teve um desempenho negativo, encerrando o dia em 183.965,91 pontos. O índice atingiu uma máxima de 186.211,43 pontos e uma mínima de 183.834,97 pontos. A queda foi influenciada pela deterioração do ambiente internacional, que afetou ativos considerados mais arriscados, especialmente nos mercados emergentes.

A alta dos rendimentos dos títulos americanos reduziu a demanda por ativos de risco, enquanto o aumento no preço do petróleo elevou as preocupações com a inflação. O cenário fiscal também pesou sobre o mercado, com o governo revisando suas projeções para as contas públicas, reduzindo a necessidade de contenção de despesas, mas aumentando a previsão de déficit efetivo para 2026.

Petróleo em alta

O mercado de petróleo também viu uma forte alta, com o barril do tipo Brent subindo 3,41%, a US$ 106,60, e o WTI avançando 2,65%, a US$ 94,61. As incertezas nas negociações entre Estados Unidos e Irã, especialmente sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, uma importante rota de transporte de petróleo, contribuíram para essa valorização. Apesar das altas, a falta de definição nas negociações mantém a pressão sobre os preços, já que combustíveis mais caros podem intensificar as pressões inflacionárias e afetar as expectativas para as taxas de juros em diversas economias.

* com informações da Reuters

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