O candidato ao Senado por São Paulo, Guilherme Derrite (PP-SP), participou do programa Café com a Gazeta do Povo na última quarta-feira (16), onde não poupou críticas às ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB). Em meio a um acirrado debate eleitoral, Derrite acusou as candidatas de incoerência e oportunismo, após atritos com o Partido dos Trabalhadores (PT).
Derrite, reeleito deputado federal pelo PL em 2022, voltou ao Progressistas para disputar uma vaga no Senado, após ter sido secretário de Segurança Pública na gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). Com uma trajetória marcada pela segurança pública, o ex-policial militar da reserva destacou que a origem política das candidatas não desqualifica suas candidaturas, mas criticou a maneira como elas se mudaram para São Paulo.
“Elas foram rechaçadas pelos seus estados por conta da incoerência. No passado recente, acusaram o Lula de maneira correta. O fato de terem feito parte de um governo corrupto, reconhecido assim inclusive por elas no passado, desqualifica as candidatas, não a origem delas”, afirmou Derrite, referindo-se às mudanças de domicílio eleitoral de Marina e Tebet.
O candidato também comentou sobre sua escolha de chapa, ressaltando que a aliança com André do Prado (PL-SP) foi mais pragmática do que ideológica. “Entendo que temos um inimigo maior nesta eleição, que são as candidatas da esquerda”, disse.
Durante a entrevista, Derrite foi questionado sobre a crise enfrentada na segurança pública após a morte de Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, delator do Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele defendeu a atuação da Corregedoria da Polícia Militar, que, segundo ele, foi responsável por prender criminosos infiltrados nas forças de segurança. “Quem prendeu esses criminosos que trabalhavam ilegalmente para esse criminoso fomos nós”, afirmou.
O candidato também destacou ações de sua gestão, como o plano estratégico que, segundo ele, ajudou a desmantelar a cracolândia em São Paulo. Derrite refutou críticas de que os usuários de drogas teriam se dispersado para outras áreas da cidade, afirmando que mais de 33 mil dependentes químicos foram tratados em centros de atendimento.
Além disso, Derrite criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (PP-AP), por barrar discussões sobre a cassação de ministros da Corte. “Lamentavelmente, temos o Alcolumbre sentado em cima de 109 pedidos de impeachment”, afirmou.
Em resposta a acusações relacionadas ao presidente nacional do Progressistas, Ciro Nogueira (PP-PI), Derrite se defendeu, afirmando que não tem ligação com denúncias envolvendo outros filiados. Ele reiterou seu compromisso com a transparência e a investigação de irregularidades.
Ao final da entrevista, Derrite foi desafiado a opinar rapidamente sobre diversos temas, mostrando-se preparado para o embate eleitoral que se aproxima. A série de entrevistas da Gazeta do Povo com candidatos ao Senado segue em andamento, promovendo um espaço para que os eleitores conheçam as propostas e posicionamentos dos concorrentes nas eleições de 2026.



