Um grupo de direitos humanos, conhecido como FairSquare, anunciou nesta quarta-feira (8) que planeja apresentar uma denúncia ao Comitê Olímpico Internacional (COI) contra Gianni Infantino, presidente da FIFA. A entidade alega que Infantino violou as regras de neutralidade política ao manifestar apoio ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Essa ação se insere em um contexto de crescente pressão sobre a FIFA para que adote uma postura mais ética e imparcial em suas relações políticas.
A FairSquare já havia encaminhado uma denúncia ao Comitê de Ética da FIFA em dezembro de 2025, destacando diversas ocasiões em que Infantino expressou publicamente seu apoio às políticas de Trump. O grupo solicita que o COI investigue as possíveis violações cometidas por Infantino, que incluem a criação de um Prêmio da Paz da FIFA e a decisão de concedê-lo a Trump.
A denúncia ressalta que Infantino pode ter infringido o artigo 15 do Código de Ética da FIFA, que exige que todos os envolvidos com a organização mantenham uma postura politicamente neutra. As consequências para tais violações podem incluir multas de pelo menos 10 mil francos suíços (cerca de R$ 63.574) e até dois anos de banimento de qualquer atividade relacionada ao futebol.
Além disso, a FairSquare questiona se a criação do Prêmio da Paz e sua concessão a Trump foram decisões tomadas pelo Conselho da FIFA ou se foram feitas unilateralmente por Infantino. O grupo argumenta que, caso tenha agido sem a devida autoridade, isso configuraria um abuso de poder.
A presidente do COI, Kirsty Coventry, afirmou que até o momento nenhuma denúncia formal havia sido recebida, mas que, se recebida, seria analisada pela comissão de ética. Embora a FIFA tenha confirmado o recebimento da denúncia anterior, não houve indicações de que uma investigação tenha sido iniciada até o momento.
Recentemente, a FairSquare lançou uma campanha pública chamada “Reboot”, visando uma reforma significativa na FIFA, e recebeu apoio de 50 membros do Parlamento Europeu. A Federação Norueguesa de Futebol também se manifestou a favor da denúncia, pedindo uma avaliação das ações de Infantino em relação à neutralidade política.
Durante a Copa do Mundo, a FIFA suspendeu a punição de cartão vermelho do atacante americano Folarin Balogun, permitindo que ele jogasse nas oitavas de final, após um pedido pessoal de Trump a Infantino. No entanto, Infantino negou ter influenciado a decisão final sobre a situação do jogador.



