O criador do Orkut, Orkut Büyükkökten, está liderando um movimento para reviver a famosa rede social que fez sucesso no Brasil nos anos 2000. Em uma campanha que já conta com cerca de 467 mil assinaturas de apoiadores de 165 países, Büyükkökten critica a atuação da Meta nas eleições e o uso de algoritmos que priorizam o engajamento em detrimento das conexões humanas. O Brasil é o país com o maior número de apoiadores, representando 61,9% do total, seguido por Portugal e Irlanda.
Büyükkökten, que criou a plataforma em 2004, expressou sua preocupação com a forma como as redes sociais têm evoluído. Em uma carta, ele afirmou que a tecnologia tomou um “rumo errado”, priorizando a captura da atenção dos usuários em vez de promover interações significativas. “Uma geração de crianças foi entregue a algoritmos que as viciaram, dividiram e as venderam para anunciantes”, escreveu ele, ressaltando o impacto negativo que isso teve na saúde mental dos jovens.
Além de criticar a Meta, Büyükkökten defende que as redes sociais devem ser responsáveis por garantir um ambiente saudável, sem desinformação e polarização política. Ele argumenta que o governo não deve regular as plataformas, mas que as empresas precisam ter ferramentas para combater a desinformação e proteger a democracia. “As redes sociais deveriam ter equipes que façam checagem de fatos e garantam que não haja polarização política”, afirmou.
Büyükkökten também se mostrou otimista quanto ao futuro do Orkut, afirmando que a petição demonstra uma demanda por uma internet mais humana, baseada em pessoas reais e comunidades. Ele acredita que o relançamento da plataforma pode proporcionar um espaço onde a gentileza e a amizade sejam valorizadas, em vez de apenas o tempo de tela e o engajamento.
Em entrevista, ele compartilhou planos para incluir jogos que eram populares na antiga rede social, como Colheita Feliz e Buddy Poke, afirmando que esses jogos ajudam a criar comunidades e aproximar as pessoas. E, ao abordar questões de liberdade de expressão, Büyükkökten enfatizou que, embora seja fundamental, existem limites que não devem ser cruzados, como a disseminação de notícias falsas e discurso de ódio.
O criador do Orkut acredita que a otimização em torno do engajamento tem gerado consequências prejudiciais, como a epidemia de solidão entre os jovens. Ele expressou sua tristeza ao ver o dano causado pelas redes sociais atuais e se comprometeu a trabalhar para que o novo Orkut seja um espaço onde as pessoas possam se conectar de maneira significativa. “Queremos que o Orkut seja um lugar feliz novamente”, concluiu.




