Post: Cresce a circulação de vídeos pornográficos no Instagram após mudanças nas regras da plataforma

Cresce a circulação de vídeos pornográficos no Instagram após mudanças nas regras da plataforma, levantando preocupações sobre a segurança de menores.
Cresce a circulação de vídeos pornográficos no Instagram após mudanças nas regras da plataforma

A exibição de vídeos de sexo explícito no Instagram se intensificou após a Meta, empresa responsável pela rede social, ter afrouxado as restrições sobre nudez e conteúdos de conotação sexual. Essa flexibilização, ocorrida no segundo semestre do ano passado, coincide com o avanço global das regulamentações de proteção a menores de idade, como o ECA Digital no Brasil. Mesmo após a Folha ter alertado a Meta sobre a presença de conteúdos impróprios acessíveis a menores, a situação persiste, com a veiculação de material adulto ainda em alta na plataforma.

Os vídeos de conotação sexual, frequentemente publicados por contas desconhecidas, são recomendados na linha do tempo padrão dos usuários. Ao acessar a sequência de vídeos curtos, conhecidos como Reels, é possível encontrar uma série de conteúdos pornográficos em poucos minutos. Muitos desses vídeos estão associados a hashtags que não têm relação com a temática sexual, dificultando a identificação e a moderação. Por exemplo, uma hashtag relacionada a um filme chinês de aviação continha mais de cem vídeos pornográficos, alguns acumulando mais de um milhão de visualizações e acessíveis a contas de adolescentes.

Um caso alarmante envolveu um vídeo que permaneceu no ar de março a julho, mostrando um homem ejaculando no rosto de uma jovem adormecida. O material foi retirado apenas após ser notificado pela Folha. Desde 2025, a Meta tem implementado alterações sutis nas suas diretrizes comunitárias, dificultando a remoção de conteúdos considerados impróprios. Além disso, a empresa reforçou o uso de inteligência artificial na moderação e transferiu sua revisão para o Texas, onde as leis são mais brandas.

Uma edição das regras de 28 de agosto do ano passado permitiu uma maior flexibilidade no que a Meta considera “parte da expressão artística”, o que pode ter contribuído para a proliferação desses conteúdos. A situação levanta preocupações sobre a segurança de menores na plataforma e a eficácia das medidas de moderação adotadas pela empresa. O debate sobre a responsabilidade das redes sociais em proteger seus usuários, especialmente os mais jovens, continua a ser uma questão central nas discussões sobre a regulamentação da internet.

Últimas Notícias