Neste domingo (19), a disputa pela posse de bola na Copa do Mundo se tornou um verdadeiro espetáculo, com Argentina e Espanha se destacando como as seleções que mais completaram passes no torneio. Ambas as equipes têm mostrado um controle impressionante da bola, mas divergem em aspectos fundamentais que impactam seu desempenho em campo.
De acordo com dados da Opta Analyst, a Argentina lidera em passes certos por jogo, com uma média de 601 e um aproveitamento de 91%. A Espanha, por sua vez, ocupa a quarta posição, com 574 passes e 90% de precisão. O Brasil, em contraste, aparece apenas na 11ª posição nesse quesito.
Quando analisamos os passes no terço final do campo, onde as jogadas se tornam mais decisivas, a Espanha se destaca em terceiro lugar, com 176 passes certos, enquanto a Argentina segue logo atrás, em quarto, com 156, superadas apenas por Turquia e Alemanha.
Entre os jogadores que se destacam nesse controle de jogo, o argentino Leandro Paredes é o líder em passes certos por partida, com 112, seguido pelo espanhol Rodri, que tem 94. No terço final, o espanhol Pedri se destaca, liderando com 34 passes certos, enquanto Paredes e Fabián Ruiz também figuram entre os melhores.
Além disso, Paredes se destaca como o jogador que mais conduz a bola por jogo, com uma média de 33,69, enquanto Pedri aparece em terceiro, com 28. Isso demonstra que ambos não são apenas distribuidores, mas também conseguem avançar com a bola em direção ao gol adversário.
Historicamente, o estilo de jogo das duas equipes também traz curiosidades. Johan Cruyff, um dos grandes ícones do futebol, foi fundamental para a valorização do passe na Espanha, tanto como jogador quanto como técnico do Barcelona. Ele costumava dizer: “Se você tem a bola, o adversário não a tem”. Essa filosofia se reflete no lema escolhido pelo Barcelona em suas comemorações de 125 anos: “Queremos a bola”.
Por outro lado, o técnico argentino Lionel Scaloni, em entrevistas anteriores ao Mundial, revelou que inicialmente pensou em adotar um estilo de futebol moderno, priorizando a velocidade em vez da posse de bola. No entanto, ele percebeu que seus melhores jogadores não se adaptavam a esse estilo e optou por um esquema que valoriza a troca de passes.
O impacto dessa valorização se reflete nos resultados: a Argentina chega à final com um ataque potente, marcando uma média de 2,7 gols por jogo, a terceira melhor do torneio. Em contrapartida, a Espanha, apesar de seu controle de bola, tem uma média de apenas 1,9 gol por partida, ocupando a 13ª posição na competição.
Os dados mostram que, embora a posse de bola seja essencial, a forma como cada equipe a utiliza pode determinar o sucesso nas partidas. Com estilos distintos, Argentina e Espanha prometem um confronto emocionante na final, onde a estratégia e a execução serão cruciais para a conquista do título.




