Post: Conselheiro de Trump é demitido após polêmica com brasileira e racha interno

Paolo Zampolli, conselheiro de Trump, é demitido após racha interno e acusações de vazamentos. Entenda o contexto.
Conselheiro de Trump é demitido após polêmica com brasileira e racha interno

O empresário ítalo-americano Paolo Zampolli, que atuava como enviado especial dos Estados Unidos para parcerias globais, foi demitido do governo americano após uma disputa interna revelada pelo site Politico. Zampolli, amigo de longa data de Donald Trump, acusou o vice-secretário de Estado, Christopher Landau, de vazar informações à imprensa. Em entrevista à Folha, Zampolli afirmou que conversou pessoalmente com Trump sobre sua saída, minimizando a situação, que ocorreu na quinta-feira (15), logo após a divulgação de emails que expuseram desentendimentos entre ele e Landau.

Zampolli relatou que, em sua conversa com Trump, disse: “Senhor presidente, me desculpe, esse cara [Landau] é um vazador. Foi ele que fez isso”. Ele destacou que sua saída era esperada, já que sua nomeação de um ano havia sido prorrogada por mais seis meses por Trump. “Fiquei 18 meses e precisava encontrar outra coisa para fazer”, comentou. O Departamento de Estado confirmou a demissão, mas não esclareceu as circunstâncias nem comentou as acusações contra Landau.

O empresário também revelou que Trump o incentivou a retomar seus negócios, já que não poderia receber pelas transações que ajudava a realizar no governo. “Ele me disse: ‘Paolo, você continua fechando negócios e não pode receber por isso. Por que não vai ganhar algum dinheiro por um tempo?”‘, contou Zampolli. Ele, que apresentou Melania a Trump em 1998, fez carreira no setor de modelos antes de assumir funções diplomáticas. Nomeado enviado especial em 2025 para diplomacia cultural e parcerias internacionais, sua proximidade com Trump gerou tensão no Departamento de Estado.

De acordo com o Politico, as divergências sobre as atribuições de Zampolli e a hierarquia no Departamento evoluíram para ataques, acusações de vazamentos e ameaças judiciais. Emails obtidos pelo site mostram Landau tentando limitar Zampolli à diplomacia cultural, considerando que ele extrapolava suas funções. Em um email de novembro de 2025, Landau ordenou que Zampolli interrompesse trabalhos fora de sua função.

Zampolli, por sua vez, argumentava que havia sido nomeado diretamente por Trump e que apenas o presidente tinha autoridade para retirá-lo do cargo. A situação envolveu outros funcionários e se agravou com acusações de vazamentos à imprensa, as quais Landau negou ser responsável. Em sua entrevista à Folha, Zampolli minimizou as revelações, comparando sua situação à de outros integrantes do governo.

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