O Tribunal do Júri de Cuiabá proferiu, nesta sexta-feira (2), a condenação de três homens pela morte do advogado Roberto Zampieri, assassinado a tiros em dezembro de 2023. As penas somadas totalizam 68 anos, 9 meses e 15 dias de prisão.
O julgamento, que ocorreu no Fórum da capital mato-grossense, se estendeu por três dias e resultou na condenação de Antônio Gomes da Silva e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, ambos a 21 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão, e de Hedilerson Fialho Martins Barbosa, que recebeu a pena mais severa, de 25 anos.
Os jurados reconheceram os réus culpados por homicídio qualificado, considerando as circunstâncias de motivo torpe, uso de arma de fogo de uso restrito e recurso que dificultou a defesa da vítima. O juiz José Mauro Nagib Jorge destacou a confissão de Antônio como atenuante, enquanto Etevaldo teve sua pena reduzida devido à sua idade, já que possui mais de 70 anos. Para Hedilerson, não foram reconhecidas atenuantes.
No primeiro dia do julgamento, foram ouvidos diversos depoimentos, incluindo o do delegado Nilson André Farias, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo, além de testemunhas que estavam próximas ao advogado no momento do crime.
Durante o segundo dia, a acusação e a defesa decidiram não ouvir mais testemunhas, concentrando-se nos interrogatórios dos réus. No terceiro e último dia, os debates entre as partes foram realizados, com o Ministério Público tendo três horas e dez minutos para apresentar seus argumentos, enquanto a defesa teve o mesmo tempo, dividido entre os advogados dos três réus.
Após os debates, o Conselho de Sentença, composto por sete jurados, se reuniu em sala reservada para deliberar sobre as condenações. O juiz anunciou as sentenças após a votação.
A acusação foi liderada pelos promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, com a participação do advogado Giovani Santin como assistente de acusação. O advogado Roberto Zampieri foi assassinado em frente ao seu escritório, em Cuiabá, em um crime que chocou a sociedade.
Por se tratar de uma decisão de primeira instância, as defesas dos condenados ainda têm a possibilidade de recorrer.



