Post: O polêmico comitê da Fifa que revogou cartão vermelho de jogador dos EUA

Entenda a polêmica em torno do comitê da Fifa que revogou o cartão vermelho de Folarin Balogun, após pressão de Donald Trump.
Imagem gerada com IA

O comitê disciplinar da Fifa, que tem chamado atenção mundial, é composto por 18 membros de diversas origens, incluindo um nobre de Tonga e um coronel de Togo. No entanto, as últimas 110 decisões desse órgão foram tomadas por uma única pessoa: o presidente Mohammad Al Kamali, que pode agir sozinho ou delegar suas responsabilidades. Essa estrutura opaca foi colocada em evidência após a controversa suspensão de uma punição ao atacante da seleção dos EUA, Folarin Balogun, que havia recebido um cartão vermelho em uma partida anterior. A decisão de revogar a punição ocorreu após pressão do então presidente dos EUA, Donald Trump, permitindo que Balogun jogasse contra a Bélgica nas eliminatórias da Copa do Mundo.

A indignação gerada pela decisão foi ampla, com especialistas jurídicos alegando que a Fifa não seguiu suas próprias regras. Críticos afirmam que a estrutura do comitê e suas normas apenas criam uma fachada de boa governança. Miguel Maduro, ex-presidente do comitê de governança da Fifa, comentou que a organização se esconde atrás da suposta independência de seu comitê disciplinar.

O comitê é formado por uma mistura de especialistas jurídicos e dirigentes de federações de futebol, sendo presidido por Al Kamali, um advogado. O vice-presidente, Jorge Palacio, é um ex-juiz colombiano. Os membros são indicados pelas confederações regionais e eleitos pelo Congresso da Fifa, que possui 211 membros. O presidente recebe um salário de US$ 160 mil por ano, enquanto os demais membros ganham US$ 7.500, sem a possibilidade de ocupar outros cargos dentro da Fifa. No último ano, os custos totais do comitê, incluindo diárias e viagens, ultrapassaram US$ 1,2 milhão.

Apesar de ter 18 membros, um grupo menor é responsável por decisões durante os torneios. Normalmente, não há audiências formais sobre disputas, que são tratadas por meio de correspondências enviadas ao portal jurídico da Fifa. Especialistas afirmam que o comitê não tem autoridade para anular punições automáticas, sendo sua função decidir sobre sanções adicionais.

No final do ano passado, o comitê também se envolveu em uma situação polêmica envolvendo Cristiano Ronaldo, que recebeu uma suspensão. A atuação do comitê disciplinar da Fifa continua a ser um tema de debate e controvérsia no mundo do futebol, refletindo as complexidades da governança na entidade máxima do esporte.

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