A recente decisão do PT de lançar uma candidatura própria ao governo de Minas Gerais gerou um clima de tensão dentro do partido, especialmente após o recuo do senador Rodrigo Pacheco (PSB), que era o favorito de Lula para a disputa. A ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, considerada a principal opção, manifestou-se publicamente contra essa escolha, classificando-a como um “equívoco estratégico”. Em um comunicado, ela defendeu que o ideal seria formar uma aliança ampla, argumentando que a polarização apenas reavivaria conflitos que não ajudam a resolver os problemas dos mineiros.
A decisão do PT foi tomada em uma reunião na última quarta-feira (24), em Brasília, onde ficou claro que o partido não possui um nome com viabilidade eleitoral forte para a disputa. A estratégia de lançar uma candidatura própria parece estar mais ligada à necessidade de garantir um palanque para Lula em Minas, um estado crucial para as eleições nacionais. A deputada estadual Leninha, presidente do PT-MG, afirmou que a construção desse projeto será realizada em diálogo com outras forças políticas comprometidas com um projeto democrático.
A escolha de Marília Campos, no entanto, não foi bem recebida por ela mesma, que, além de não ter participado da reunião decisiva, deixou claro que sua prioridade é a candidatura ao Senado. Em suas redes sociais, ela continua se apresentando como pré-candidata ao cargo legislativo, enfatizando a importância de ter senadores da base de Lula em Minas. Marília argumenta que a construção de uma aliança ampla, envolvendo partidos como PCdoB, PV, PSB, MDB, REDE, PSOL e PDT, seria a melhor estratégia para o PT, em vez de uma candidatura isolada.
A situação se complica ainda mais com a recente pesquisa do instituto Real Time Big Data, que mostra o pré-candidato Cleitinho (Republicanos) liderando as intenções de voto com uma vantagem significativa sobre os demais concorrentes. Sem um nome forte e com a ausência de Marília em eventos com Lula, os bastidores do PT se agitam, e sua falta de disposição para a candidatura ao governo pode ser vista como um sinal de resistência à pressão interna para assumir essa responsabilidade. A expectativa agora é se o PT conseguirá unir forças e encontrar uma estratégia que realmente represente os interesses dos mineiros e do projeto de Lula para o país.




